Política

Paulo convoca cúpula e define como será campanha: “ganhar ou ganhar”

O governador pediu para reforçar a mobilização

Por Blog de Edivaldo Junior 17/04/2026 12h12
Paulo convoca cúpula e define como será campanha: “ganhar ou ganhar”
Renan Filho e Paulo Dantas durante evento em Junqueiro. - Foto: Reprodução

Os eventos do governo de Alagoas dessa quinta-feira (16/04) não tiveram nada de comum. Em Junqueiro e Marechal Deodoro, Paulo Dantas (MDB) reuniu mais de 60 prefeitos, num movimento que, na prática, funcionou como demonstração de força política e início da mobilização para a eleição de 2026.

O governador pediu para reforçar a mobilização. Deu certo. Prefeitos de todas as regiões do Estado, deputados, vereadores e líderes políticos do interior e da capital atenderam o chamado.

O dado é objetivo. Mais de 60 prefeitos ao lado do governador, em dois municípios do interior, no mesmo dia, não é coincidência nem protocolo. É base organizada.

A agenda institucional cumpriu seu papel - entrega de estrada ligando povoados à BR-101, em Junqueiro, e obras urbanas em Marechal. Mas o verdadeiro eixo foi político. E foi apenas o primeiro dia de uma mobilização que promete ganhar mais força.

À noite, veio a etapa seguinte. Paulo reuniu, a portas fechadas, o núcleo central do grupo: Marcelo Victor e Renan Filho. Assessores participaram apenas de forma pontual. A reunião começou após as agendas e avançou até perto da meia-noite.

“Reunião de cúpula para entrar em campo”, resumiu o governador ao blog do Edivaldo Junior, antes do encontro. "É ganhar ou ganhar. Poderia ter saído para dispuar um mandato. Fiquei no governo para fazer meu sucessor. E vou dar tudo de mim para isso", apontou.

O que se discutiu e se decidiu a portas fechadas? Ainda não sei. Mas Paulo Dantas me disse que decidiu permanecer no governo até o fim do mandato para fazer o sucessor. E não terceiriza a eleição. Assume o comando.

Marcelo Victor, que lidera a base na Assembleia, atua como operador político do grupo e não costuma entrar em disputas sem controle de cenário. Ele tornou-se um vencedor hábil e poderoso.

Renan Filho sabe jogar o jogo como poucos. Ganhou todas as eleições que disputou. Parece disposto a vencer mais uma e já demonstrou disposição para o enfrentamento – as críticas a Teotônio Vilela Filho, horas antes, antecipou o tom da campanha.

O movimento tem lógica. Estrutura montada no interior, base parlamentar consolidada e comando político definido. A reunião fecha o primeiro ciclo: presença, demonstração de força e alinhamento interno.

O que vem a partir daqui é execução. Paulo já avisou que vai até o fim para eleger o sucessor. A largada foi dada com prefeitos, deputados e governo em campo. O grupo entra na disputa com comando centralizado e estratégia definida. Não é mais bastidor. É campanha.