Política

Lula defende fim das bets no Brasil

Presidente também critica modelo eleitoral e diz que sistema atual favorece distorções políticas

Por Redação* 09/04/2026 09h09 - Atualizado em 09/04/2026 10h10
Lula defende fim das bets no Brasil
Presidente Lula critica modelo de financiamento eleitoral e custos de campanha - Foto: Agência Brasil

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que é favorável ao encerramento das atividades de casas de apostas no Brasil, conhecidas como “bets”, caso a decisão dependesse exclusivamente dele. A declaração foi feita durante entrevista nesta quarta-feira (8).

Segundo Lula, embora a medida dependa do Congresso Nacional do Brasil, o governo tem debatido internamente os impactos do setor. Ele classificou o crescimento das apostas como uma “jogatina desenfreada” e questionou a utilidade da atividade no país.

O presidente destacou que há duas possibilidades em discussão: o fim das operações ou uma regulamentação mais restritiva. “Se elas causam o mal que a gente acha que causam, por que não acabar com as bets? Ou então regular para que não haja tantas no Brasil”, afirmou.

Lula também rebateu o argumento de que as casas de apostas são essenciais para o financiamento do esporte, especialmente do futebol. De acordo com ele, a modalidade esportiva se manteve por décadas sem esse tipo de recurso.



Durante a entrevista, o presidente ainda criticou o atual modelo de financiamento eleitoral no país. Segundo Lula, o uso de recursos públicos por meio de fundos partidário e eleitoral contribuiu para distorções no sistema político.

Ele afirmou que o alto volume de dinheiro envolvido nas campanhas favorece estruturas partidárias já consolidadas e dificulta a entrada de novos candidatos. “Uma eleição está muito cara. Sem dinheiro, não se elege”, disse.

O presidente também avaliou que o modelo atual concentra poder nos partidos e no Congresso, reduzindo as chances de renovação política. Para ele, o sistema precisa ser revisto para ampliar a participação de novos nomes e segmentos da sociedade.

*Com informações do ICL Notícias