Política
Faltando 6 meses para a eleição, já temos um grande vencedor em AL
Com a saída de JHC da Prefeitura de Maceió, o ex-senador assumiu o comando da maior cidade do Estado
As eleições de 2026 estão a exatos 180 dias ou a seis meses de distância, contados a partir desta segunda-feira 6 de abril. Ninguém sabe ao certo quem será candidato ao governo ou Senado, mas um nome já pode ser apontado como o primeiro grande vencedor do processo eleitoral em Alagoas este ano.
Rodrigo Cunha.
Com a saída de JHC da Prefeitura de Maceió, o ex-senador assumiu o comando da maior cidade do Estado — e, junto com o cargo, ganhou um novo tamanho político.
Cunha passa a administrar uma cidade com cerca de 1 milhão de habitantes, a maior de Alagoas, a quinta maior do Nordeste e a 16a maior do Brasil, com orçamento que supera os R$ 5 bilhões por ano e uma estrutura administrativa que reúne mais de 26 mil servidores. É poder real. E imediato.
Mudança de patamar
A posse como prefeito reposiciona a trajetória política de Rodrigo Cunha. Até então, mesmo com mandato no Senado, sua atuação tinha alcance mais institucional do que executivo.
Agora, a história é outra. Ele passa a ter a “caneta”, a capacidade de decisão direta, a gestão de políticas públicas e, principalmente, visibilidade cotidiana junto à população.
O fator 2028
Além do peso imediato, o novo prefeito ganha também uma vantagem no médio prazo. Rodrigo Cunha comandará Maceió até o fim de 2028. E vai disputar a reeleição, podendo permanecer por mais quatro anos à frente da prefeitura. Ou seja: pode chegar a quase sete anos no comando da capital – mais do que os cinco anos e três meses de JHC.
Tempo suficiente para consolidar uma liderança política própria, estruturar base eleitoral e ampliar sua influência no Estado. Mas isso depende de desempenho. Agora, o jogo é outro. É gestão. É entrega. É resultado.
Peça-chave em 2026
O novo prefeito também terá papel central nas eleições deste ano. Independentemente do caminho que JHC venha a escolher — disputar o governo ou o Senado —, o desempenho de Rodrigo Cunha à frente da prefeitura terá impacto direto no projeto político do grupo.
A máquina municipal, a visibilidade do cargo e a capacidade de articulação local podem influenciar não apenas a disputa majoritária, mas também as chapas proporcionais.
Na prática, Cunha se torna um dos principais ativos políticos do grupo. E também um dos principais riscos. Se acertar, fortalece. Se errar, cobra.
O tempo da decisão
Enquanto Rodrigo Cunha já está em campo, JHC ainda mantém indefinição sobre seu futuro político. O problema é que em política não existe espaço vazio e o tempo pesa.
O grupo do governo tem Renan Filho na disputa pelo governo e Renan Calheiros no Senado. A oposição também deve lançar Alfredo Gaspar ao governo, Arthur Lira e Davi Davino Filho ao Senado.
JHC pode consolidar uma terceira via ou juntar forças, seja com governo ou oposição. Enquanto ele não decide, a entrada de Cunha no comando da prefeitura muda o equilíbrio do jogo e antecipa movimentos.
Ele já começou. E, faltando seis meses para a eleição, é possível dizer que Rodrigo Cunha largou na frente.

