Política
O vice leal e o terno da posse: Rodrigo será fiador do projeto de JHC
JHC deve deixar para os últimos dias do prazo legal,o anúncio sobre sua permanência ou saída da Prefeitura
Uma imagem simples, mas cheia de significado, movimentou os bastidores políticos de Maceió no fim de semana. Em um story publicado pela alfaiataria de luxo @wandkarlo, o vice-prefeito Rodrigo Cunha (Pode) aparece ao lado da chefe do cerimonial da prefeitura, Fátima Breda, em um “atendimento exclusivo de sábado”.
O registro não passou despercebido – especialmente para quem acompanha as movimentações políticas na capital. Em meio à expectativa sobre uma eventual saída do prefeito JHC para disputar as eleições de 2026, a cena ganhou interpretação imediata.
Rodrigo, pelo sim, pelo não, parece ter encomendado o terno da posse.
Sim, o momento decisivo. Nos bastidores, a informação é de que JHC deve deixar para os últimos dias do prazo legal — possivelmente até o próximo sábado, dia 4 — o anúncio sobre sua permanência ou saída da Prefeitura de Maceió.
A dúvida permanece: disputar o governo, o Senado ou permanecer no cargo até o fim do mandato. Qualquer que seja a decisão, ela terá impacto direto no papel de Rodrigo Cunha no projeto político do grupo.
Se decidir disputar as eleições, JHC deixa a prefeitura nas mãos do vice, que passa a comandar a capital e será decisivo na condução política do grupo. Se permanecer, mantém Rodrigo ao seu lado como principal aliado e nome natural para a sucessão em 2028.
Em qualquer cenário, há um ponto de convergência. Rodrigo será fiador do projeto político de JHC.
A relação entre os dois não é recente. Vem sendo construída ao longo dos últimos anos, com base em alinhamento político, confiança e lealdade. Um ativo que, no ambiente atual, tem peso.
Desde 2018, quando percorreram Alagoas em uma campanha que resultou na eleição de Rodrigo Cunha para o Senado, os dois passaram a atuar de forma coordenada. Em 2020, Rodrigo ajudou JHC a chegar à prefeitura.
Em 2022, o movimento se inverteu. Foi JHC quem entrou na campanha de Rodrigo ao governo. Em 2024, os dois venceram novamente, agora na chapa majoritária em Maceió. E seguem juntos.
A aliança atravessou diferentes cenários políticos e se manteve estável. Rodrigo, em especial, tem sido visto como aliado leal, sem rupturas ou movimentos inesperados.
Por isso, mais do que o simbolismo do terno, o que está em jogo é o papel que ele vai assumir na próxima fase. Seja como prefeito, seja como sucessor, ou como articulador político, Rodrigo estará no centro das decisões. O resto ainda depende de JHC. Mas, pelo visto, o vice já está preparado.

JHC e Rodrigo Cunha mantém aliança desde a campanha eleitoral de 2018. Reprodução


