Política
Paulo: “vou terminar o mandato, mas não vou me aposentar da política”
Em Dois Riachos, onde fez a entrega de diversas obras nessa quinta-feira (26/03), ele reafirmou o compromisso: vai até o fim
O governador Paulo Dantas tem sido questionado e cobrado a disputar um mandato nas eleições deste ano – seja de senador ou deputado. Em Dois Riachos, onde fez a entrega de diversas obras nessa quinta-feira (26/03), ele reafirmou o compromisso: vai até o fim. E explicou porque. Mas foi além.
Aos 47 anos, o governador tem um longo caminho pela frente. Na vida pessoal, certamente vai se dedicar a produção de leite e a outras atividades empresariais. Mas está longe de deixar uma atividade que está no sangue – literalmente.
“Eu não vou ser candidato em 2026, mas não vou estar me aposentando da política não, viu?”. O O recado de Paulo Dantas foi diretor, sem rodeios. O governador tira o próprio nome da disputa eleitoral deste ano, mas faz questão de deixar claro que continuará fazendo o que mais gosta — seja dentro ou fora do poder.
Ao afirmar que não será candidato, Paulo Dantas reorganiza o cenário da sucessão estadual e reduz, desde já, especulações sobre eventual candidatura própria. Ao mesmo tempo, ao dizer que não deixará a política, mantém presença ativa no jogo e preserva capital político para os próximos movimentos.
Mas há um segundo recado, talvez ainda mais relevante.
Ao dizer que não se aposentará da política, o governador sinaliza que seguirá como peça importante, decisiva, na definição dos rumos do grupo governista. Não estará na urna, mas deve participar da construção da candidatura que representará a continuidade do projeto.
Isso diz muito.
Na prática, Paulo Dantas se coloca como ator de transição. Alguém que, ao mesmo tempo em que encerra o ciclo administrativo, permanece com influência suficiente para ajudar a definir o próximo passo do grupo no poder.
Sem seu nome na disputa, o caminho fica aberto para outros quadros do grupo, especialmente aqueles com experiência administrativa e trânsito político. A fala recente do governador, ao defender um sucessor “capaz, experiente e responsável”, já havia dado pistas sobre o perfil desejado.
O governador também reforça, nesse contexto, um discurso de maturidade política. Ao afirmar que não tem inimigos, mas “adversários temporários”, e que governou para todos os municípios, independentemente de posição ideológica, tenta deixar como legado uma gestão de diálogo e estabilidade.
No fim das contas, a mensagem é simples, mas carregada de implicações: Paulo Dantas não disputará a eleição de 2026, mas seguirá presente — articulando, influenciando e participando do processo político.
Sai desta disputa, mas não sai do jogo.



