Política

Lula confirma saída de Haddad e anuncia Dario Durigan como sucessor

Confirmação foi divulgada nesta quinta-feira (19) em São Paulo

Por Sputnik Brasil 19/03/2026 15h03 - Atualizado em 19/03/2026 17h05
Lula confirma saída de Haddad e anuncia Dario Durigan como sucessor
Presidente Lula (PT) confirmou nesta quinta-feira (19), em São Paulo, a saída de Haddad - Foto: © Sputnik Brasil / Guilherme Correia

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) confirmou nesta quinta-feira (19), em São Paulo (SP), que Dario Durigan assumirá o Ministério da Fazenda, sucedendo Fernando Haddad, que deverá disputar o governo paulista nas eleições deste ano.

Lula seguirá ainda hoje para São Bernardo do Campo (SP), onde é esperado que Haddad oficialize sua candidatura ao governo de São Paulo.

Durante seu discurso, o presidente fez críticas indiretas ao governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), ao afirmar que obras financiadas pelo governo federal — especialmente por meio do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e do programa Minha Casa, Minha Vida — têm sido apresentadas como conquistas do governo estadual.

"Aqui em São Paulo, praticamente 60% das casas construídas aqui é do Minha Casa Minha Vida, que aquele deu o nome de Minha Casa Paulista", disse Lula, acrescentando que o governador "poderia pelo menos ter a singeleza de dizer essas casa é feita pelo Governo Federal". E concluiu: "Nenhum ele criou. Só plagiou."

Agenda presidencial

Pela tarde, o presidente participou da 17ª Caravana Federativa, na capital paulista. A iniciativa, promovida pela Secretaria de Relações Institucionais da Presidência da República, tem como objetivo aproximar a estrutura do governo federal dos municípios. "Quando Maomé não vai à montanha, a montanha vai até Maomé. Então a gente vem aqui para você ser atendido", afirmou Lula.

O presidente ressaltou que nunca considerou a filiação partidária de prefeitos ao liberar recursos e reconheceu os entraves burocráticos que dificultam a liberação de verbas, citando o receio dos servidores públicos em serem responsabilizados, o que acaba atrasando assinaturas e decisões.

Na ocasião, Lula também convocou os homens para um pacto nacional contra o feminicídio: "A mulher não é obrigada a viver com ninguém, a troco de um prato de comida, a troco de um maldito aluguel. As mulheres têm que viver com o que quiser, aonde quiser, existir o que quiser."

O presidente pediu que líderes religiosos de todas as denominações — padres, pastores, bispos, líderes de terreiro — incluam o combate ao feminicídio em suas mensagens. "No momento em que a gente conseguir conscientizar os homens a serem mais amáveis, a serem mais carinhosos, a serem mais compreensivos."