Política
Vereador responsabiliza prefeito por colapso na saúde materna
Falas na Câmara expõem contradições sobre partos e estrutura de saúde
Durante sessão na Câmara Municipal de Arapiraca, o vereador Rogério Nezinho criticou duramente a gestão do prefeito Luciano Barbosa ao abordar o cenário da saúde materna no município.
Segundo o parlamentar, decisões ao longo dos mandatos do gestor teriam contribuído para o fechamento de unidades essenciais para o atendimento de gestantes.
A manifestação ocorreu após declarações recentes do prefeito defendendo que os nascimentos aconteçam na própria cidade. Para o vereador, o discurso não condiz com a realidade enfrentada por mulheres que precisam se deslocar para outros municípios em busca de assistência no momento do parto.
De acordo com Rogério Nezinho, ao menos cinco maternidades e hospitais deixaram de funcionar em diferentes períodos, o que teria reduzido significativamente a capacidade de atendimento obstétrico em Arapiraca. Ele apontou ainda que o cenário atual levanta dúvidas sobre as condições oferecidas às gestantes.
Atualmente, a segunda maior cidade de Alagoas não conta com unidades, públicas ou privadas, aptas a realizar partos. O último local que prestava esse tipo de atendimento, o Hospital Chama, encerrou os serviços voltados às gestantes em 2025, em meio a dificuldades financeiras e entraves administrativos.
Com isso, mulheres grávidas têm sido encaminhadas para cidades vizinhas como Santana do Ipanema, Palmeira dos Índios e Penedo, ampliando o debate sobre acesso à saúde e estrutura regional.
O tema ganhou repercussão após o vereador citar episódios anteriores, mencionando o encerramento de atividades em unidades como o Hospital Pedro Albuquerque, a Maternidade Santa Maria e o Hospital e Maternidade Afra Barbosa, além da antiga Casa de Saúde Nossa Senhora de Fátima.
A discussão reforça o embate político local e evidencia um problema estrutural que impacta diretamente a população, especialmente mulheres em situação de maior vulnerabilidade.


