Política
JHC no centro do tabuleiro e Senado vira campo minado em AL
Possível troca partidária do prefeito de Maceió ainda é tratada como especulação, mas já provoca movimentações intensas nos bastidores
A indefinição do prefeito de Maceió, JHC, sobre seus planos eleitorais continua alimentando rumores e cálculos políticos em todo o Estado, embora aliados insistam que qualquer mudança de partido ainda pertence ao campo das especulações.
Mesmo assim, a hipótese de uma eventual migração partidária ganhou força nos bastidores porque poderia alterar alianças nacionais e locais, inclusive inviabilizando a formação de um palanque em Alagoas para o senador Flávio Bolsonaro, apontado como possível presidenciável pelo PL.
Entre as possibilidades comentadas nos círculos políticos está uma aproximação com o PSB, sigla ligada ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva e ao prefeito do Recife, João Campos.
Segundo interlocutores, esse movimento atenderia a compromissos discutidos anteriormente em Brasília, informação que não é confirmada oficialmente. Enquanto o prefeito mantém silêncio público sobre disputar o governo estadual, uma vaga no Senado ou simplesmente concluir o mandato, adversários ampliam agendas e buscam ocupar espaço político, temendo serem surpreendidos por uma decisão tardia.
Paralelamente, o nome de Davi Davino, do Republicanos, surge como candidato ao Senado. Com essa confirmação, a entrada dele na disputa poderá embaralhar o cenário e afetar diretamente projetos de lideranças como Arthur Lira, Alfredo Gaspar e Renan Calheiros, todos com forte presença no eleitorado estadual.
Analistas avaliam, contudo, que uma candidatura competitiva exigiria uma estrutura política robusta e alianças amplas, algo considerado desafiador no atual quadro.
Em meio a incertezas e movimentações discretas, o cenário político alagoano permanece aberto, marcado muito mais por projeções e rumores do que por definições concretas até o momento.


