Política

Fátima, Cibele, Rose e Gabi: elas podem manter bancada feminina na ALE

O cenário de hoje aponta para redução de deputadas a partir de 2027

Por Blog de Edivaldo Junior 23/02/2026 14h02
Fátima, Cibele, Rose e Gabi: elas podem manter bancada feminina na ALE
Fátima, Cibele, Rose e Gabi: elas podem manter bancada feminina na ALE - Foto: Reprodução

A bancada feminina na atual legislatura da Assembleia Legislativa de Alagoas é a maior da história. São seis mulheres numa Casa que tem 27 cadeiras. Esse número, no entanto, deve ficar menor no próximo mandato. O cenário de hoje aponta para redução de deputadas a partir de 2027.

Duas saídas já estão confirmadas.


Carla Dantas (MDB) não disputará a reeleição. Suas bases políticas serão transferidas para Paulinho Mendonça, que herda a base eleitoral da família Dantas, construída pelo governador Paulo Dantas, quando foi eleito deputado estadual em 2018.

Flávia Cavalcante (MDB) também não tentará novo mandato. Suas bases vão migrar para o pai, Cícero Cavalcante, maior líder político da região norte de Alagoas, numa articulação familiar já em andamento.

Com isso, a bancada feminina começa a disputa em desvantagem numérica.

Quatro na briga pela reeleição

Outras quatro deputadas vão à disputa — todas com chances reais de vitória: Fátima Canuto, Cibele Moura, Rose Davino e Gabi Gonçalves.

Nas pesquisas de consumo interno realizadas nos últimos meses, as quatro aparecem com regularidade entre os 20 primeiros colocados.

Fátima Canuto lidera com frequência entre as mulheres. Cibele Moura surge logo atrás. Rose Davino e Gabi Gonçalves vêm na sequência, com desempenho consistente. O favoritismo, no entanto, não elimina o risco.

Bases

Fátima Canuto (MDB) mantém apoios sólidos em cidades estratégicas como Pilar, Marechal Deodoro e Maragogi. E tende a registrar boa votação na Região Metropolitana, incluindo Maceió e Atalaia, além de presença consolidada na Zona da Mata e novos apoios em cidades do agreste e sertão.

Cibele Moura (MDB) intensificou a atuação nas redes sociais e ampliou articulações na Região Metropolitana — especialmente em Maceió, Paripueira e Barra de Santo Antônio — além de municípios da Zona da Mata e do Vale do Paraíba.

Rose Davino (PP) concentra força em Maceió e região metropolitana, mas tem característica peculiar: pequenas bases distribuídas em mais de 30 municípios, o que dilui risco e amplia capilaridade.

Gabi Gonçalves (PP) segue bem posicionada, com foco em Rio Largo e na Região Metropolitana. Mesmo sem a “carga” da prefeitura de Rio Largo, como ocorreu na eleição passada, mantém competitividade e estrutura organizada.

Fátima e Cibele disputam a reeleição no MDB. E tudo indica que o partido fará de 13 a 14 vagas. A chance é alta de que elas fiquem entre os dez primeiros. Rose e Gabi também devem ficar no PP que agora federou com o União. Dependendo da composição, serão até sete vagas. As duas também tem grandes chances de ficar entre os sete.

Mandato pesa

Quem disputa a reeleição larga na frente. Além da visibilidade do mandato, contam pontos a estrutura institucional da Assembleia, o peso das emendas parlamentares e, em alguns casos, parcerias com deputados federais, prefeituras e com o próprio governo estadual.

A estimativa predominante nos bastidores é de renovação entre 20% e 30% da Casa. Se o cálculo se confirmar e for proporcional para ambos os gêneros, três das quatro deputadas que disputam a reeleição tenderiam a manter o mandato. Não é garantia. Mas é tendência.

E as novas candidatas?

No momento, as chances de ampliação da bancada feminina são reduzidas. Entre os nomes com algum potencial, aparecem Teca Nelma (PT), Ângela Garrote (PP) e Ceci Hermann (MDB).

Teca deve disputar espaço na Federação Brasil da Esperança, enfrentando concorrência interna com nomes como Ronaldo Medeiros, Sílvio Camelo, Davi Maia, Judson Cabral e Leo Loureiro na briga por uma das três vagas que a chapa deve fazer.

Ceci Hermann, prefeita de Atalaia, ainda não definiu se será candidata. Para disputar, terá de renunciar ao mandato e, além disso, encontrar uma legenda viável. No MDB, tudo indica, ela não disputará o mandato.

Ângela Garrote perdeu sua principal base, Estrela de Alagoas, mas segue fazendo política e buscando especialmente espaços no agreste e sertão. A seu favor, tem a aliança com Arthur Lira, mas não terá disputa fácil permanecendo no seu partido (PP).