Política
Moraes nega visita de Valdemar Costa Neto e Magno Malta a Bolsonaro
Malta tentou entrar na unidade prisional Papudinha, onde o ex-presidente está detido, sem autorização prévia
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), negou nesta quinta-feira (29) o pedido de visita de Valdemar Costa Neto, presidente do PL, ao ex-presidente Jair Bolsonaro, atualmente preso em regime fechado por liderar uma tentativa de golpe de Estado.
A negativa ocorre porque Valdemar também é investigado pelos mesmos fatos que levaram à condenação de Bolsonaro.
Segundo Moraes, “a autorização de contato direto entre investigado e condenado e procedimentos correlatos apresenta risco manifesto à investigação e foi vedada em decisão anterior”, escreveu o ministro.
O ministro também rejeitou o acesso do senador Magno Malta (PL-ES) a Bolsonaro. Conforme a decisão, Malta tentou entrar na unidade prisional Papudinha, onde o ex-presidente está detido, sem autorização prévia, como relatou a Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF).
“Tal conduta gera riscos desnecessários à disciplina do Batalhão e à segurança do próprio sistema de custódia, obstaculizando o deferimento do pedido”, destacou Moraes.
Por outro lado, Moraes liberou visitas de outros aliados, como o deputado Hélio Lopes (PL-RJ), amigo de Bolsonaro, o senador Wilder Morais (PL-GO) e o empresário Luiz Antônio Nabhan Garcia.
Bolsonaro foi condenado a 27 anos e três meses de prisão pelos crimes de organização criminosa armada, golpe de Estado, tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, dano qualificado e deterioração do patrimônio tombado.
A decisão ocorre em momento crucial para a definição dos candidatos das eleições de 2026. Nesta terça, Bolsonaro deve receber a visita do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, um dos principais nomes cotados para a corrida presidencial.
A visita de Tarcísio, marcada entre 11h e 13h, será o primeiro encontro entre os aliados desde que Bolsonaro lançou seu filho, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), como nome da direita para disputar a Presidência. O encontro estava previsto para a última quinta, mas foi adiado por questões de agenda do governador.
Na mesma decisão, Moraes autorizou que Bolsonaro deixe a cela de 64 metros quadrados para realizar caminhadas em trajetos predeterminados pela PMDF, responsável pela administração da Papudinha, unidade de detenção voltada para policiais onde está instalada a Sala de Estado Maior onde o ex-presidente cumpre pena.
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