Política
CPI do Crime Organizado convoca ministros, governadores e especialistas
Comissão instalada no Senado quer mapear facções, milícias e propor ações contra o crime
A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Crime Organizado foi instalada nesta terça-feira (4) no Senado. O senador Fabiano Contarato (PT-ES) foi eleito presidente e Alessandro Vieira (MDB-SE) assumiu a relatoria. A comissão terá 120 dias para investigar o avanço das facções criminosas, milícias, lavagem de dinheiro e infiltração em setores lícitos.
Foram aprovados convites para os ministros Ricardo Lewandowski (Justiça e Segurança Pública) e José Múcio Monteiro Filho (Defesa), além de dirigentes da Polícia Federal, Abin e Senappen. A CPI também pediu informações sobre controle de armas e relatórios de inteligência sobre organizações criminosas.
Onze governadores e seus secretários de Segurança serão ouvidos. Entre os estados com piores índices estão Amapá, Bahia, Pernambuco, Ceará e Alagoas. Santa Catarina, Paraná, Rio Grande do Sul e Distrito Federal representam os mais seguros. Rio de Janeiro e São Paulo entram por serem berço de facções como PCC e Comando Vermelho.
A comissão também ouvirá especialistas como Lincoln Gakiya (MP-SP), Renato Sérgio de Lima (Fórum Brasileiro de Segurança Pública), Joana Monteiro e Leandro Piquet. Jornalistas investigativos também foram convidados, incluindo Josmar Jozino (UOL), Rafael Soares (O Globo), Cecília Olliveira (Fogo Cruzado), Allan de Abreu (Piauí), Bruno Paes Manso (USP) e Rodrigo Pimentel (ex-Bope).
O objetivo da CPI é produzir um diagnóstico nacional sobre o crime organizado e propor medidas legislativas e operacionais para enfrentá-lo.
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