Política
Moraes determina reforço no monitoramento da casa de Bolsonaro
Ex-presidente cumpre prisão domiciliar e é monitorado por tornozeleira eletrônica

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou, neste sábado (30), um reforço no monitoramento na área externa da residência do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). O político cumpre prisão domiciliar e é monitorado por tornozeleira eletrônica.
Moraes determinou que a Polícia Penal do Distrito Federal realize vistorias em veículos, incluindo o porta-malas, que deixam a casa de Bolsonaro, além de monitoramento presencial, em razão da existência de "pontos cegos".
Policiais penais realizam o monitoramento em tempo integral da casa do ex-presidente deste quarta (27).
As vistorias deverão ser devidamente documentadas, com a indicação dos veículos, motoristas e passageiros.
Na decisão, Moraes destacou um ofício da Secretaria de Estado de Administração Penitenciária do DF, que relata dificuldades no monitoramento do ex-presidente. “[A residência] do senhor JAIR MESSIAS BOLSONARO possui imóveis contíguos nas duas laterais e nos fundos, o que causa a existência de pontos cegos”, diz o documento.
O ministro afirma que a efetividade do monitoramento integral de Bolsonaro "exige a adoção de novas medidas, que conciliem a privacidade dos demais residentes do local e a necessária garantia da lei penal, impedindo qualquer possibilidade de fuga".
"Importante ressaltar, portanto, que, embora a prisão domiciliar seja uma medida intermediária entre as diversas cautelares previstas na legislação e a prisão preventiva, continua sendo uma espécie de restrição à liberdade individual, não perdendo as características de restrição parcial da privacidade e intimidade do custodiado, sob pena de sua total inutilidade", afirma Moraes.
Prisão domiciliar
Bolsonaro é réu por tentativa de golpe de Estado após a vitória de Lula nas eleições de 2022. Mas não é por causa desse processo que ele está em prisão domiciliar.
O ministro Alexandre de Moraes, relator dos casos, determinou a detenção dentro de um outro inquérito, que investiga o ex-presidente e um dos filhos dele, o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP), por suspeita de coação a autoridades responsáveis pelo processo do golpe de Estado.
O próprio Eduardo diz que age nos Estados Unidos junto ao governo Donald Trump para anistiar os golpistas ou cancelar o julgamento de que seu pai é alvo. Nesse contexto, Trump impôs um tarifaço de 50% a produtos brasileiros e justificou o julgamento — chamado por ele de "caça às bruxas" — como um dos motivos.
