Política

Criada no governo Dantas há quase três meses, Adepa ainda não saiu do papel

Agência de Desenvolvimento da Pesca, Aquicultura e Apicultura de Alagoas (Adepa) foi oficializada em 28 de junho, mas não tem gestor responsável ou sede física para o órgão

Por Ruan Teixeira 09/09/2023 10h10 - Atualizado em 09/09/2023 14h02
Criada no governo Dantas há quase três meses, Adepa ainda não saiu do papel
. - Foto: Agência Alagoas

O Governo de Alagoas criou a Agência de Desenvolvimento da Pesca, Aquicultura e Apicultura de Alagoas (Adepa). A constituição da agência foi publicada em Diário Oficial alagoano no dia 28 de junho deste ano, porém, à espera da conclusão de trâmites burocráticos, o órgão ainda não saiu do papel e ninguém foi nomeado para a titularidade da nova pasta.

Segundo o governo, a Adepa irá executar e operacionalizar a política de desenvolvimento e fomento aos setores da indústria vinculada a cadeia produtiva da pesca, aquicultura e apicultura, da produção energética de matrizes renováveis provenientes de sistemas de cultivos marinhos (microalgas e macroalgas), da biotecnologia de biomassa de algas, do comércio de pescados, mariscos.

A agência se propõe também a atuar e desenvolver ações como agente facilitador na formalização, implantação, modernização, ampliação e recuperação dos micros e pequenos negócios vinculados à pesca, aquicultura e apicultura no Estado.

A Adepa está vinculada à Secretaria de Estado da Agricultura e Pecuária (Seagri), que não respondeu sobre a efetivação da pasta, seu local de funcionamento ou sobre nomes que ficarão responsáveis pelo seu funcionamento.

Ainda na publicação no DOE que constituiu a criação da Adepa, no artigo 7, diz que “cabe à Seagri prover os meios necessários para articular as gestões e providências pertinentes à implementação e ao funcionamento da ADEPA, por meio da Comissão Instituidora, inclusive a cessão de cargos’’.

Em conversa com a reportagem, um dos nomes especulados para comandar a Adepa, Régis Cavalcante, jornalista, professor na Universidade Federal de Alagoas (Ufal) e um dos diretores do Cidadania em Alagoas, afirmou que prefere esperar a nomeação por parte do governador Paulo Dantas para comentar sobre o possível cargo.

Em artigo de sua autoria, Cavalcante, porém, escreveu sobre assuntos que envolvem a atuação da Adepa.

Para ele, o trabalho da agência será responsável pelo ordenamento dos negócios verdes, ou seja, atuará para construir uma cadeia de valores para que os pescadores de mel possam atuar no sentido de promover a preservação dos manguezais alagoanos.

‘’Essa iniciativa permitirá que esse bioma tão importante seja preservado e mantido com o sistema de cultivo de mel para a produção da própolis vermelha Alagoana, com denominação de origem e registro e denominação geográfica’’, destacou.

À reportagem, o professor ainda detalhou que possui todo um ''planejamento'' para áreas como biorrefinarias de algas marinhas, apicultura e própolis, onde já possui uma equipe, com pessoas de outros estados e até o fora do Brasil, para ajudarem nas articulações do projetos.