Política

Advogado de Gilberto Gonçalves diz que PF fez um ato midiático: "queriam um troféu"

Segundo ele, a investigação começou em 2019 mas nenhum documento foi solicitado à prefeitura de Rio Largo

Por Redação* 22/08/2022 13h01 - Atualizado em 22/08/2022 13h01
Advogado de Gilberto Gonçalves diz que PF fez um ato midiático: 'queriam um troféu'
Fábio Gomes, advogado de Gilberto Gonçalves (PP) - Foto: Bruno Fernandes

Na manhã desta segunda-feira (22), Fábio Gomes, advogado do prefeito de Rio Largo Gilberto Gonçalves (PP), concedeu uma entrevista ao portal Novo Extra e falou sobre a prisão do gestor, que foi afastado do cargo pela Operação Beco da Pecúnia, da Polícia Federal (PF), e hoje foi preso.

"Recebemos a notícia [da prisão] com muita surpresa porque o pedido de prisão preventiva, que já tinha sido proposto anteriormente, havia sido indeferido pelo desembargador relator [da Justiça Federal]. Hoje, a PF promoveu um ato midiático. Desde o começo era isso que queriam, um troféu", afirmou.

De acordo com o advogado, a investigação tramitava desde 2019 e um inquérito foi instaurado em 2021, entretanto, nunca foi solicitado nenhum documento à prefeitura.

"Nunca solicitaram nenhum documento à prefeitura e partiram diretamente para uma busca de prisão em período eleitoral", disse.

Gomes informou ainda que ingressará com pedido de habeas corpus ao Superior Tribunal de Justiça (STJ) e ao desembargador relator que decretou da prisão de Gonçalves com o objetivo de mostrar que as razões apresentadas pela PF seriam infundadas.

*Com informações do Novo Extra