Polícia

MP pede prisão preventiva de acusados de homicídio e ocultação de cadáver

Vítima foi agredida até a morte e teve o corpo enterrado em um sítio próximo ao local do crime

Por Redação com Ascom Ministério Público 26/02/2021 15h03
MP pede prisão preventiva de acusados de homicídio e ocultação de cadáver
Foto: MP-AL

O Ministério Público de Alagoas (MPAL), por meio da Promotoria de Justiça da Comarca, ofereceu denúncia com pedido de prisão preventiva em desfavor de Luiz Carlos Gomes de Araújo, preso em flagrante pelo crime de ocultação de cadáver, estendendo o pedido a Geraldo da Silva Félix, conhecido como “Mago” e Venícius Nogueira dos Santos, conhecido como “mano louco”, ambos já presos, mas por outras ações criminosas. Todos são acusados por Homicídio Qualificado e Ocultação de Cadáver.

Os identificados são autores materiais do assassinato de Raul Pablo da Silva, ocorrido no Loteamento Morada do Alto, no bairro Chã do Pilar, no município do Pilar, no dia 31 de janeiro de 2021. A motivação do crime seria débito com o tráfico de drogas. O promotor de Justiça, Sílvio Azevedo, afirma que os três indivíduos já foram devidamente qualificados, por existir indícios suficientes da autoria e provada a materialidade do delito.

De acordo com os autos, Raul Pablo da Silva era usuário de drogas e estaria em débito com os traficantes, motivo que o levou à morte. Testemunhas do homicídio reportaram a autoria aos nomes acima mencionados, detalhando os rqeuintes de crueldade.

O fato

Na madrugada do dia 31 de janeiro, os acusados participavam de uma festa quanto teriam avistado a vítima. “Mago” abordou Raul Pablo pegando-o pelo pescoço, chamando-o ironicamente de “prego”, referindo-se a ele como devedor – já que os acusados do assassinato seriam traficantes-, e em seguida o levou para dentro de uma casa. Minutos depois, Raul Pablo foi arrastado para a rua, onde os acusados o atacaram até ele desmaiar.

“De forma bárbara, impiedosa, inclusive causando comoção da sociedade, a vítima foi espancada com murros, chutes, socos e, como se não bastasse, insatisfeitos, os criminosos desferiram golpes a pauladas e pedradas até ele desmaiar, dando sequência à violência que resultou na morte. Depois disso, planejaram e executaram a ocultação do cadáver, encontrado somente vinte dias após quando o Luiz Carlos resolveu levar a polícia ao local onde o corpo foi enterrado”, explica Sílvio Azevedo.

Após se certificarem de que a vítima já estaria morta, os denunciados providenciaram a ocultação do cadáver, enterrando o corpo em uma cova rasas numa baia que fica a um sítio próximo ao local do crime.