Polícia
Ex-gerente de academia é presa pela morte da gata Camila Regina
Mulher foi localizada na Barra de São Miguel; Caso ocorreu em agosto, no bairro de Ponta Verde, e ganhou repercussão após imagens de câmeras de segurança mostrarem agressões contra o animal
A Polícia Civil de Alagoas prendeu, nesta quarta-feira (4), a ex-gerente de academia suspeita de participação nas agressões que provocaram a morte da gata Camila Regina. A mulher foi localizada em uma residência no município da Barra de São Miguel, no Litoral Sul do estado.
Após a prisão, a investigada foi encaminhada à Delegacia de Crimes Ambientais e Proteção Animal, em Maceió, onde deverá prestar depoimento. A irmã dela, que também estava no local onde ocorreram as agressões, foi conduzida à delegacia para prestar esclarecimentos.
O caso aconteceu no dia 29 de agosto, em uma academia localizada no bairro de Ponta Verde, na capital alagoana. As investigações apontam que a ex-gerente, Patrícia Tucherto, e outro ex-funcionário do estabelecimento teriam participado da violência contra o animal.
O segundo suspeito foi preso no último sábado (31), no município de Major Izidoro, no interior de Alagoas. Segundo a Polícia Civil, Tarciso é apontado como responsável pelas agressões que resultaram na morte da gata.
Contra os dois investigados havia mandados de prisão preventiva expedidos pela Justiça no final de outubro.
O caso
A morte de Camila Regina ganhou repercussão após a divulgação de imagens de câmeras de segurança da academia. As gravações mostram os suspeitos colocando a gata dentro de um saco e arremessando o objeto contra o chão. Também são registradas agressões com chutes.
O animal estava desaparecido desde 29 de agosto e não resistiu aos ferimentos. As imagens foram fundamentais para a identificação dos envolvidos e o avanço das investigações conduzidas pela Polícia Civil.
Os dois ex-funcionários foram indiciados por maus-tratos contra animais. Durante os depoimentos, um dos investigados confessou participação nas agressões, enquanto o outro optou por permanecer em silêncio.
Após a conclusão das diligências, o inquérito policial foi encaminhado ao Ministério Público de Alagoas (MPAL), com informações sobre a participação dos investigados na violência que resultou na morte da gata.
