Polícia
Promotor mostra que 'serial killer de Maceió' guardava fotos de alvos
Albino Santos de Lima enfrenta seu 10º julgamento na capital por duplo homicídio
Durante o décimo julgamento de Albino Santos de Lima no Tribunal do Júri, o Ministério Público de Alagoas revelou que o réu mantinha uma lista de possíveis alvos no celular, incluindo fotos de garotas de programa. O promotor Antônio Vilas Boas apresentou as provas ao Conselho de Sentença para demonstrar que o acusado monitorava a rotina das vítimas pelas redes sociais antes de praticar os crimes e rebater a tese defensiva de insanidade mental.
O júri desta quinta-feira analisa a responsabilidade do réu na morte do casal Débora Vitória Silva dos Santos e John Lenno Santos Ferreira. A acusação destacou a contradição no depoimento do réu, que nega a autoria desse caso específico sem apresentar elementos probatórios ou testemunhas de defesa, ao mesmo tempo em que ostenta histórico de condenações por assassinatos praticados nas regiões do Vergel e da Ponta Grossa.
Reconhecido como "serial killer de Maceió", o réu já acumula nove condenações judiciais cujas penas somadas ultrapassam 234 anos de reclusão. Os laudos periciais anexados ao processo confirmam a capacidade de imputabilidade penal do acusado durante a execução dos homicídios.

