Polícia
MPAL pede condenação de mãe e padrasto por morte de menino de 2 anos
O Ministério Público do Estado de Alagoas (MPAL) vai pedir a condenação dos dois acusados por homicídio qualificado
O julgamento de Nicole de Lima e Manoel Pedro Souza, mãe e padrasto de Rhavy de Lima, de dois anos, começou na manhã desta segunda-feira (19), no Fórum da Capital, em Maceió. A criança foi encontrada morta com sinais de violência em maio de 2025, no povoado Boca do Rio, na região de Garça Torta.
Na ocasião, Nicole procurou uma viatura da Polícia Militar e informou que o filho precisava de socorro. Ao chegar à residência, os policiais encontraram o menino sem sinais vitais e acionaram o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu). A equipe confirmou a morte e identificou múltiplos hematomas no corpo da criança.
O Ministério Público do Estado de Alagoas (MPAL) vai pedir a condenação dos dois acusados por homicídio qualificado. A acusação aponta três qualificadoras: a motivação do crime, o emprego de meio cruel e o uso de recurso que teria impedido a vítima de se defender.
Segundo a promotora de Justiça Adilza de Freitas, a criança teria sofrido golpes que provocaram lesões graves. Ela afirmou que o menino foi arremessado contra o chão e apresentou hematomas e equimoses no cérebro. Ainda de acordo com a promotora, a causa da morte foi um traumatismo hepático, que provocou o rompimento do fígado.
A representante do Ministério Público também relatou a existência de um histórico anterior de violência contra a criança. Entre os episódios mencionados, estão a aplicação de cola nos olhos do menino e agressões na cabeça que teriam causado inchaço. Conforme a promotora, a mãe teria omitido essas informações e sugerido que a morte poderia estar relacionada à hidrocefalia, hipótese que, segundo ela, não foi confirmada pelo laudo cadavérico.
A sessão do Tribunal do Júri é conduzida pelo juiz Geraldo Amorim, da 9ª Vara Criminal de Maceió.
