Polícia
Corregedoria da PM vai apurar condução do porteiro durante panelaço em Maceió
De acordo com as instituições, a equipe policial foi acionada pelo Centro de Operações da Polícia Militar (Copom) para atender a uma ocorrência de perturbação do sossego
A atuação dos policiais militares que conduziram um porteiro à Central de Flagrantes durante um panelaço na Ponta Verde, em Maceió, será investigada pela Corregedoria-Geral da Polícia Militar de Alagoas. A informação foi divulgada neste sábado (17) pela Secretaria de Estado da Segurança Pública (SSP/AL) e pela Polícia Militar (PMAL).
De acordo com as instituições, a equipe policial foi acionada pelo Centro de Operações da Polícia Militar (Copom) para atender a uma ocorrência de perturbação do sossego na noite de sexta-feira (16). O trabalhador foi levado à Central de Flagrantes, onde foi registrado um Termo Circunstanciado de Ocorrência (TCO). Após os procedimentos, ele foi liberado.
A ocorrência aconteceu durante uma manifestação com panelas na área de um condomínio, enquanto o candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL) era entrevistado no Jornal Nacional. Segundo relatos de moradores, o porteiro participava do ato quando foi conduzido à delegacia. A panela utilizada na manifestação foi apreendida.
Moradores acompanharam o trabalhador até a unidade policial em solidariedade. O advogado Welton Roberto, que acompanhou o caso, questionou a condução e o enquadramento da ocorrência.
Além da apuração interna da PM, o Ministério Público de Alagoas (MPAL) também vai investigar o episódio. A promotora de Justiça Karla Padilha, da Promotoria de Controle Externo da Atividade Policial, informou neste sábado (17) que soube do caso por meio da imprensa e que as providências serão iniciadas na segunda-feira (19).
Segundo a promotora, o MPAL vai procurar a Corregedoria da Polícia Militar para obter informações sobre a ocorrência. A Central de Flagrantes também será acionada para esclarecer as circunstâncias da atuação policial e identificar qual crime ou contravenção foi registrado formalmente.
“Também, a Central de Flagrantes será acionada para que se identifique como se deu essa atuação, que tipo de crime ou contravenção consta, formalmente, por parte do registro da Polícia Militar e, a partir daí, serão adotadas eventuais medidas que forem julgadas pertinentes”, afirmou Karla Padilha.
A Comissão de Defesa dos Direitos Humanos da Ordem dos Advogados do Brasil em Alagoas (OAB-AL) também solicitou a apuração do caso à Delegacia-Geral da Polícia Civil e à Promotoria responsável pelo controle externo da atividade policial do MPAL.
Em nota, a comissão pediu que sejam analisadas a legalidade da abordagem, a condução do porteiro e a atuação dos policiais envolvidos. A entidade informou ainda que acompanhará o caso até o esclarecimento dos fatos.
