Polícia
Polícia indicia duas pessoas por clínica clandestina de abortos em Arapiraca
Casos envolvem uma morte e a perda da visão de uma vítima
Duas pessoas foram indiciadas pela Polícia Civil de Alagoas após a conclusão do inquérito sobre uma clínica clandestina de abortos que funcionava em uma residência de Arapiraca, no Agreste alagoano.
Segundo a investigação, os procedimentos eram realizados havia pelo menos dez anos, com cobranças entre R$ 1.500 e R$ 2 mil. O caso envolve a morte de uma gestante e a perda da visão de um olho por outra mulher, após complicações infecciosas.
De acordo com a Polícia Civil, a principal investigada é uma mulher idosa, apontada como responsável pela realização dos procedimentos. Ela foi indiciada por aborto provocado por terceiro com consentimento da gestante, homicídio culposo e lesão corporal de natureza gravíssima.
O segundo indiciado é um empresário, investigado por participação em um dos abortos. Conforme o inquérito, ele teria pressionado uma mulher a interromper a gravidez, fornecido medicamentos abortivos e pago R$ 2 mil pelo procedimento. A Polícia Civil atribuiu a ele coautoria e participação no crime de aborto provocado por terceiro.
A apuração começou após denúncias anônimas. Em 12 de março de 2026, policiais cumpriram um mandado de busca e apreensão na residência investigada. No local, foram recolhidos instrumentos cirúrgicos, medicamentos anestésicos e analgésicos, materiais hospitalares e aparelhos celulares.
Com a conclusão do inquérito, o procedimento foi encaminhado à Justiça e aguarda manifestação do Ministério Público, a quem cabe avaliar se há elementos para oferecer denúncia.
