Polícia

Jovem desaparecida foi encontrada morta na área de mata do Benedito Bentes

Gleice de Assis Ferreira estava desaparecida desde 30 de setembro; ex-companheiro foi preso e é investigado por possível participação no crime

Por Redação 08/10/2026 13h01 - Atualizado em 08/10/2026 13h01
Jovem desaparecida foi encontrada morta na área de mata do Benedito Bentes
Gleice de Assis Ferreira foi encontrada morta - Foto: Reprodução

O corpo de Gleice de Assis Ferreira, de 22 anos, foi encontrado na quarta-feira dia 7 de outubro, em uma área de mata conhecida como “lixão”, no bairro Benedito Bentes, em Maceió. A data coincidiu com o dia em que a jovem completaria 23 anos.

Gleice estava desaparecida desde 30 de setembro. Segundo a Polícia Militar, ela teria sido retirada de casa à força por homens armados no Conjunto Caetés, também no Benedito Bentes.

A família reconheceu o corpo por meio das roupas e de uma tatuagem. O cadáver estava em avançado estado de decomposição e apresentava uma perfuração provocada por disparo de arma de fogo na região da cabeça. A identificação oficial ainda depende de exames do Instituto de Criminalística.


 Investigação aponta ameaças anteriores

De acordo com a Polícia Civil, Gleice vinha recebendo ameaças e teria sido obrigada a deixar a região onde morava. A investigação apura uma possível relação entre as ameaças e o assassinato do irmão dela, ocorrido em 2025.

Segundo o delegado João Marcelo, as informações levantadas até o momento indicam que Gleice não tinha envolvimento com o tráfico de drogas. A polícia trabalha com a hipótese de que a ligação familiar com o irmão tenha contribuído para as ameaças contra ela.

Antes do desaparecimento, a casa onde Gleice morava teria sido invadida por quatro homens encapuzados e armados. Pessoas que estavam no imóvel foram ouvidas durante a investigação.

 Ex-companheiro está preso


O ex-companheiro de Gleice, de 35 anos, foi preso no dia 2 de outubro, dois dias após o desaparecimento, na Grota do Rafael, no bairro Jacintinho.

Segundo o delegado, há indícios de que o homem possa ter sido o mandante do crime. A prisão em flagrante foi convertida em preventiva pela Justiça.

A Polícia Civil, no entanto, ainda investiga qual teria sido a participação do suspeito e se ele atuou como mandante ou executor. O caso continua sob investigação.