Polícia
Ex-companheiro de Gleice é preso por suspeita de participação no desaparecimento
Jovem de 22 anos foi retirada de casa por homens armados no Benedito Bentes; polícia investiga possível homicídio
O ex-companheiro de Gleice de Assis, de 22 anos, foi preso por suspeita de participação no desaparecimento da jovem, que foi retirada de casa à força por homens armados e encapuzados no dia 30 de setembro, no Benedito Bentes, em Maceió.
O caso é investigado pela Polícia Civil como um possível homicídio seguido de ocultação de cadáver. Até o momento, o corpo da jovem não foi localizado.
Segundo a investigação, o homem preso seria o chamado “disciplina” de uma facção criminosa e teria envolvimento com tráfico de drogas e organização criminosa. Ele também é apontado como uma das pessoas que teriam participado da expulsão de Gleice da região do Planalto, após o irmão dela ser morto.
A jovem teria recebido a ordem para deixar o local e chegou a sair do Planalto. Depois, passou a morar no Conjunto Parque dos Caetés, área próxima ao bairro onde vivia anteriormente.
Suspeito nega participação
De acordo com o delegado João Marcello, a Polícia Civil ainda não conseguiu determinar qual teria sido a participação do suspeito no desaparecimento.
Em depoimento, o homem negou ter sido o mandante ou executor do crime. Ele também afirmou que não mantinha mais contato com Gleice nem com pessoas próximas a ela.
O delegado, no entanto, afirmou que o depoimento apresentou contradições. Segundo João Marcello, o suspeito teria chegado a perseguir pessoas próximas à jovem.
Outro fator que chamou a atenção dos investigadores foi a mudança de comportamento após o desaparecimento. No dia seguinte ao sumiço de Gleice, o homem deixou a região onde morava e passou a passar as noites na Grota do Rafael, no bairro do Jacintinho.
A polícia continua investigando o paradeiro da jovem e a possível participação de outras pessoas no crime.
Polícia pede informações
A Polícia Civil reforça que qualquer informação que possa ajudar a localizar Gleice é considerada relevante para a investigação.
Denúncias podem ser feitas pelo 181. O sigilo da identidade do denunciante é garantido.
