Polícia

Acusado de matar blogueiro político enfrenta júri popular em Maceió

Depoimentos de testemunhas apontam motivação política no assassinato do comunicador em 2024

Por Redação 05/10/2026 17h05 - Atualizado em 05/10/2026 17h05
Acusado de matar blogueiro político enfrenta júri popular em Maceió
Acusado de matar blogueiro político enfrenta júri popular em Maceió - Foto: Reprodução

A 9ª Vara Criminal da Capital realiza no Fórum do Barro Duro o julgamento popular de Carlos Henrique Ferreira Santos, de 37 anos, réu acusado de assassinar o blogueiro político Adriano de Farias Firmino da Silva, aos 33 anos. A sessão do Tribunal do Júri ouve testemunhas de acusação e defesa em formato híbrido, com apoio do Ministério Público de Alagoas e assistentes de acusação.

Durante os depoimentos, a irmã da vítima, Rosineide Farias, relatou o clima de intimidação vivenciado em Junqueiro e apontou suspeitas sobre o irmão do prefeito local devido a litígios trabalhistas e denúncias feitas pelo comunicador. O deputado estadual Fernando Pereira também prestou declarações por vídeo e confirmou a existência de conflitos políticos e territoriais, ressaltando a rotina pacífica do blogueiro e o pavor de moradores em prestar relatos abertamente na região.

As testemunhas arroladas pela defesa tentaram sustentar a tese de que o acusado estava em outro município na data do crime, mas contradições nos horários relatados e comprovantes anexados ao processo foram apontadas pelos jurados durante a oitiva. O proprietário do estabelecimento frequentado pelo grupo prestou esclarecimentos sobre a presença do réu no local, e a fase de interrogatório do acusado foi iniciada na sequência pela magistratura responsável.

O homicídio ocorreu em 18 de junho de 2024, no Povoado Retiro, zona rural de Junqueiro, quando o veículo da vítima foi emparelhado por outro automóvel e atingido por diversos disparos de pistola. As investigações policiais concluíram que a execução ocorreu por encomenda devido à atuação da vítima na exposição de bastidores políticos e disputas locais. A prisão do acusado ocorreu em agosto do mesmo ano durante ato político em Teotônio Vilela, enquanto outros dois investigados iniciais foram impronunciados por falta de provas de participação.