Polícia

TJ-AL determina prisão preventiva de acusados pela morte de Cláudia Pollyanne

Cláudia Pollyane morreu enquanto estava internada na clínica, que era administrada pelos acusados Maurício Anchieta de Souza e Jéssica da Conceição Vilela

Por Redação 24/09/2026 19h07 - Atualizado em 24/09/2026 19h07
TJ-AL determina prisão preventiva de acusados pela morte de Cláudia Pollyanne
Justiça determinou prisão preventiva de donos de clínica que matou Cláudia Pollyanne - Foto: Reprodução

A Justiça de Alagoas aceitou o pedido de prisão preventiva de dois réus denunciados pela morte de Cláudia Pollyane Farias de Sant'Anna, registrada nas dependências da Comunidade Terapêutica Luz e Vida, localizada em Marechal Deodoro, município da Região Metropolitana de Maceió. As informações foram divulgadas nesta quinta-feira (24) pelo Ministério Público do Estado de Alagoas (MP-AL).

De acordo com o MP-AL, o recurso contra a decisão anterior, que havia indeferido o pedido de prisão, foi acolhido por maioria dos votos da Câmara Criminal do Tribunal de Justiça de Alagoas (TJ-AL), durante sessão realizada nessa quarta-feira (23).

No parecer, a 2ª Procuradoria de Justiça Criminal sustentou que a prisão era necessária diante da gravidade concreta dos fatos, do risco de reiteração delitiva e da necessidade de preservar a instrução criminal.

O desembargador relator do processo, João Luiz Azevedo Lessa, também destacou, durante a sessão, as circunstâncias específicas em que os fatos teriam ocorrido, a vulnerabilidade da vítima e a posição de autoridade exercida pelos acusados dentro da clínica.

Cláudia Pollyane morreu enquanto estava internada na clínica, que era administrada pelos acusados Maurício Anchieta de Souza e Jéssica da Conceição Vilela. O laudo pericial apontou traumatismo craniano, asfixia mecânica e presença de substâncias medicamentosas em níveis tóxicos, inclusive carbamazepina.

Segundo os autos, a vítima teria sido submetida a métodos violentos de contenção física, agressões e administração forçada de medicamentos.