Polícia

Polícia Civil apreende câmera de PM envolvido na morte de mulher em Maceió

Equipamento deverá passar por perícia; Amanda Ruanne Lopes da Silva, de 32 anos, foi baleada no Jacintinho

Por Redação 08/09/2026 13h01
Polícia Civil apreende câmera de PM envolvido na morte de mulher em Maceió
Amanda Rhuanny Lopes da Silva morreu durante abordagem policial no Jacintinho, em Maceió - Foto: Reprodução

A Polícia Civil de Alagoas apreendeu a câmera corporal usada pelo policial militar que efetuou o disparo que matou Amanda Ruanne Lopes da Silva, de 32 anos, na Grota do Cigano, no Jacintinho, em Maceió. O equipamento deverá passar por perícia para auxiliar na investigação sobre a ocorrência registrada no último sábado (5).

Segundo a Diretoria de Repressão à Corrupção e ao Crime Organizado (Dracco), a Polícia Civil recebeu a informação de que o militar utilizava uma câmera presa ao colete e que o dispositivo teria sido desligado antes do disparo que atingiu Amanda no peito.

O delegado Igor Diego, responsável pela investigação, informou que o equipamento foi localizado durante a ocorrência e recolhido para análise. De acordo com o investigador, a câmera pertence ao próprio policial e não foi fornecida pela Polícia Militar ou pelo Governo de Alagoas.

Ainda conforme o delegado, os investigadores não conseguiram obter imagens do momento do disparo a partir do dispositivo. Por isso, a Polícia Civil também busca gravações de câmeras de segurança instaladas nas proximidades do local onde Amanda foi baleada.

PM já responde a processo por tentativa de homicídio


Além das circunstâncias da morte de Amanda, a Polícia Civil também apura o histórico do policial envolvido no disparo.

A promotora Karla Padilha, que acompanha o caso, informou nesta terça-feira (8) que o militar já responde a um processo por tentativa de homicídio. Segundo ela, a denúncia apresentada pelo Ministério Público é referente a um episódio ocorrido em 2024.

A promotora afirmou ainda que, mesmo respondendo ao processo e cumprindo medidas restritivas determinadas pela Justiça, o policial continuava exercendo atividades ostensivas na região do Jacintinho.

A Polícia Civil também está levantando informações sobre o histórico do militar e da vítima para esclarecer os diferentes aspectos relacionados ao caso.

SSP apresenta versão sobre o disparo


De acordo com a Secretaria de Estado da Segurança Pública de Alagoas (SSP), equipes do 13º Batalhão da Polícia Militar realizavam uma abordagem na região quando encontraram um homem que estaria com drogas. Segundo a secretaria, o suspeito seria primo de Amanda.

Conforme a versão apresentada pela SSP, enquanto alguns policiais permaneceram com o homem abordado, outro militar ficou próximo à viatura. Nesse momento, um grupo de mulheres teria avançado em direção ao agente.

Ainda segundo a secretaria, o policial teria efetuado o disparo após afirmar que se sentiu ameaçado. O tiro atingiu Amanda.

A mulher foi socorrida e encaminhada à Unidade de Pronto Atendimento (UPA) Dr. Ismar Gatto, no Jacintinho, mas não resistiu aos ferimentos. Amanda tinha 32 anos e deixou dois filhos.

A investigação continua para esclarecer as circunstâncias do disparo e apurar eventuais responsabilidades pelo ocorrido.