Polícia

Defesa afirma que PM foi ameaçado antes de disparo fatal no Jacintinho

Advogado diz que policial reagiu em legítima defesa; família contesta versão apresentada pelos militares

Por Redação 08/09/2026 07h07
Defesa afirma que PM foi ameaçado antes de disparo fatal no Jacintinho
. - Foto: Reprodução

A defesa dos policiais militares envolvidos na ocorrência que terminou com a morte de Amanda Ruanny Lopes da Silva, de 32 anos, no Jacintinho, em Maceió, apresentou uma versão diferente daquela relatada pelos familiares da vítima.

Em entrevista à TV Gazeta, o advogado Napoleão Júnior afirmou que um dos policiais teria sido ameaçado durante a abordagem e que o disparo aconteceu em uma situação que, segundo a defesa, pode ser caracterizada como legítima defesa.

De acordo com o advogado, os militares foram ao local após receberem uma informação do Centro de Operações da Polícia Militar (Copom) sobre quatro pessoas que estariam envolvidas com tráfico de drogas. Ainda segundo a defesa, durante a abordagem, um grupo de quatro mulheres teria se aproximado e contestado a ação dos policiais.

Napoleão afirmou que Amanda teria gritado e xingado os agentes e tentado impedir a abordagem. Na avaliação da defesa, a situação teria colocado a integridade física dos militares em risco, levando um deles a reagir.

Os policiais envolvidos já prestaram depoimento à Polícia Civil e, segundo o advogado, continuam em atividade. A defesa afirmou ainda que os militares permanecem à disposição da Polícia Civil, do Ministério Público e da Justiça.

A Polícia Militar de Alagoas também apresentou sua versão sobre o episódio. Em nota, a corporação informou que Amanda teria ultrapassado o perímetro de segurança, empurrado um dos policiais e tentado pegar a arma do militar. Diante da ameaça, conforme a PM, o agente efetuou um único disparo.

Após o socorro à vítima, outra equipe teria permanecido no local para dar continuidade à ocorrência. Segundo a Polícia Militar, os agentes encontraram uma sacola contendo 30 pinos de cocaína nas proximidades.

A família de Amanda, por outro lado, contesta a versão apresentada pelos policiais. Familiares afirmam que ela teria questionado o agente após uma familiar ser tratada de forma ofensiva. Segundo esse relato, o policial teria empurrado Amanda e efetuado o disparo em seguida.

Os familiares também negam que Amanda tenha tentado pegar a arma do militar e afirmam que ela foi baleada na porta de casa.

O caso continua sendo investigado. Amanda morreu após ser baleada durante a ocorrência e foi enterrada na segunda-feira (7), dois dias depois do episódio.