Polícia
Jovem morta em apartamento guardava armas de grupo criminoso, diz PC
Perícia encontrou uma munição intacta de calibre 9 milímetros no imóvel
A Polícia Civil de Alagoas investiga o assassinato de Norma Ramoniky dos Santos Souza, de 19 anos, encontrada morta dentro de um apartamento no Conjunto Medeiros Neto, no bairro Santa Amélia, em Maceió. O crime aconteceu na tarde dessa quinta-feira (20), e ninguém foi preso até o momento.
Norma Ramoniky foi encontrada no sofá do apartamento, no terceiro andar do conjunto residencial. Segundo os primeiros levantamentos, moradores perceberam estampidos e uma movimentação considerada atípica no imóvel antes da chegada das equipes de segurança.
A Polícia Militar foi acionada e encontrou a jovem deitada no sofá, de barriga para cima e com sangramento visível no rosto.
O delegado Emanuel Rodrigues informou que a perícia identificou um disparo que atingiu a cabeça da vítima. Uma munição intacta de calibre 9 milímetros também foi localizada no apartamento e recolhida para análise.
“Ao chegar no local, verificamos que a jovem de 19 anos foi alvejada dentro do próprio apartamento no Conjunto Medeiros Neto.”
Equipes do Instituto de Criminalística e do Instituto Médico Legal (IML) foram acionadas para realizar os procedimentos necessários no local.
Durante os primeiros levantamentos, os investigadores encontraram materiais considerados ilícitos no apartamento. A Polícia Civil também trabalha com a informação de que Norma teria ligação com um grupo criminoso e seria responsável por guardar armas de fogo utilizadas pela organização.
Ainda segundo as informações repassadas pela investigação, a jovem teria realizado reuniões relacionadas ao grupo na própria residência.
Apesar dessa linha de investigação, a Polícia Civil informou que Norma não possuía antecedentes criminais.
O delegado Emanuel Rodrigues afirmou que, a princípio, não foram identificados elementos que apontassem para feminicídio.
Segundo ele, familiares informaram que Norma não mantinha relacionamento no momento do crime e não havia, até então, indicação de violência doméstica ou de motivação relacionada à condição de gênero.
“Então descartamos feminicídio de início, pois não há correlação de violência doméstica e muito menos teria sido motivado por situação de menosprezo por condição de gênero.”
A vítima havia morado anteriormente no Conjunto Cleto Marques Luz, mas teria deixado o local após supostas desavenças com pessoas envolvidas em atividades criminosas.
A Polícia Civil continua realizando diligências para identificar os responsáveis pelo assassinato e descobrir o paradeiro dos suspeitos.
O material recolhido no apartamento será analisado pela perícia para auxiliar na investigação. A munição encontrada também deverá passar por exames que podem contribuir para esclarecer as circunstâncias do crime.
Até o momento, ninguém foi preso.
Informações que possam ajudar na identificação dos envolvidos podem ser repassadas às autoridades por meio do Disque-Denúncia, no número 181.
