Polícia
Marinha se pronuncia após sargento virar alvo por estupro de adolescente
Instituição afirma que apuração está sob responsabilidade da Polícia Civil e reforça compromisso com a legalidade e a ética
A Marinha do Brasil se manifestou nesta quinta-feira (6) sobre a investigação que envolve um sargento de 34 anos suspeito de estupro de vulnerável contra uma adolescente em Alagoas. Em nota, a Capitania dos Portos de Alagoas (CPAL) informou que tomou conhecimento da operação policial e destacou que a apuração segue sob responsabilidade da Polícia Civil.
Segundo a instituição, o caso não integra, neste momento, a esfera de competência da Marinha do Brasil, já que a investigação é conduzida pelas autoridades policiais estaduais.
Em nota oficial, a Capitania dos Portos reforçou que acompanha o caso e destacou o posicionamento da Força em relação a qualquer tipo de violência.
"Os fatos encontram-se em apuração pela autoridade policial competente, por se tratar de ocorrência cuja investigação não se insere, até o momento, na esfera de competência da Marinha do Brasil."
A instituição também reafirmou seu compromisso com os princípios que regem a atuação militar.
"A Marinha do Brasil não compactua com qualquer forma de violência e reafirma seu compromisso com a legalidade, a disciplina, a ética e o respeito à dignidade da pessoa humana."
Entenda o caso
Na manhã desta quinta-feira (6), agentes da Delegacia de Crimes contra Criança e o Adolescente cumpriram um mandado de busca e apreensão na residência do militar, de 34 anos. A ação foi coordenada pela delegada Talita Aquino, após autorização da Justiça.
Durante o cumprimento do mandado, os policiais apreenderam celulares, um notebook e pen drives pertencentes ao investigado. Os equipamentos passarão por perícia e poderão contribuir para o avanço das investigações.
De acordo com a Polícia Civil, o sargento também trabalhava como motorista por aplicativo. A suspeita é de que ele tenha cometido o abuso durante uma corrida, após a adolescente deixar uma festa.
Segundo a investigação, a vítima havia solicitado uma viagem para retornar para casa. No entanto, conforme relatou a delegada Talita Aquino, o motorista teria alterado o trajeto e se aproveitado do estado de vulnerabilidade da jovem, que estaria sob efeito de álcool, para praticar a violência sexual.
O militar já foi denunciado pelo Ministério Público, enquanto a Polícia Civil segue investigando o caso para esclarecer todas as circunstâncias e analisar o conteúdo dos equipamentos eletrônicos apreendidos.
Nota da Marinha do Brasil
"A Capitania dos Portos de Alagoas (CPAL) informa que tomou conhecimento do cumprimento de mandado judicial de busca e apreensão relacionado a fato investigado pela Polícia Civil do Estado de Alagoas, imputado a um dos integrantes de sua Força de Trabalho.
Os fatos encontram-se em apuração pela autoridade policial competente, por se tratar de ocorrência cuja investigação não se insere, até o momento, na esfera de competência da Marinha do Brasil.
A Marinha do Brasil não compactua com qualquer forma de violência e reafirma seu compromisso com a legalidade, a disciplina, a ética e o respeito à dignidade da pessoa humana."
