Polícia
MP pede prisão de réu após compra de imóvel em frente à casa de juiz em Alagoas
Solicitação será analisada pelo TJ-AL
O Ministério Público de Alagoas (MP-AL) solicitou a prisão preventiva de Paulo Augusto de Lima Vieira após a compra de um imóvel localizado em frente à residência do juiz responsável pela ação penal em que ele responde por duas tentativas de homicídio, em São José da Tapera.
De acordo com despacho anexado aos autos, a aquisição do imóvel levantou a suspeita de que o acusado pretendia se aproximar do magistrado. O documento, no entanto, não apresenta provas de ameaça, intimidação ou confirmação sobre a finalidade da compra.
Ainda conforme o processo, o juiz informou que Paulo Augusto não apresentou documentos que esclarecessem as circunstâncias da negociação. Após o caso ser registrado nos autos, o réu também deixou de ser visto pelo magistrado no condomínio.
O pedido de prisão preventiva considera os fatos relacionados ao imóvel e um suposto descumprimento de medidas cautelares. A solicitação não foi apreciada pela primeira instância porque o processo está em análise no Tribunal de Justiça de Alagoas (TJ-AL), em razão de um recurso apresentado pela defesa.
O caso foi encaminhado ao desembargador Tutmés Airan de Albuquerque Melo, relator na Câmara Criminal. O colegiado analisa o recurso nesta quarta-feira (29) e poderá avaliar também os novos elementos incluídos no processo.
A ação apura duas tentativas de homicídio ocorridas em novembro de 2024, que tiveram como vítimas Lourivan Vieira e Luiz Edimário Nunes Santos.
Em janeiro deste ano, a Justiça decidiu levar os acusados a julgamento pelo Tribunal do Júri.
Além de Paulo Augusto, também respondem ao processo José Wanderson dos Santos e Anderson Florio da Silva. Segundo a denúncia, José Wanderson teria planejado o crime, Anderson executado a ação e Paulo auxiliado na coordenação e na fuga.
As defesas contestam as acusações e recorreram da decisão de pronúncia. Na sessão desta quarta-feira, os desembargadores poderão manter, modificar ou anular a decisão que encaminhou os três réus ao Tribunal do Júri.
*Informações do portal Alagoas 24 Horas.

