Polícia

Brasileira relata agressões e retenção de passaporte por empregador no Caribe

Jovem viajou para trabalhar como babá em ilha francesa e precisou de atendimento médico para conseguir retornar ao Brasil

Por Redação com agências 24/07/2026 10h10
Brasileira relata agressões e retenção de passaporte por empregador no Caribe
Brasileira relata ter sido agredida por empregador em ilha do Caribe - Foto: Reprodução

A brasileira Giselle Matias usou as redes sociais para denunciar ter sido vítima de agressões físicas e psicológicas enquanto trabalhava como au pair no território de Martinica, uma ilha francesa localizada no Caribe. O programa previa que ela auxiliasse nos cuidados com as crianças em troca de acomodação oferecida pela família anfitriã.

De acordo com a brasileira, o ambiente de trabalho se deteriorou após uma discussão motivada pela descoberta do contratante de que ela era mãe. A partir do impasse, o pai das crianças a teria agredido e tomado seus pertences pessoais para impedir seu regresso ao território nacional.

“Eu fui agredida, eu fui arrastada pelo chão, eu tive o meu passaporte, meu celular roubado e eu fui privada de sair daqui do país e voltar para o meu país, de várias formas, sofri violência psicológica e física”, detalhou pelas redes sociais.

A vítima relatou que o desfecho da situação ocorreu apenas após ela necessitar de socorro médico em uma unidade hospitalar local. Diante da intervenção e do pedido de ajuda aos profissionais de saúde, o agressor acabou entregando os pertences retidos.

“Eu consegui recuperar meu celular, porque ele devolveu, deixou lá no hospital e deixou meu passaporte lá”, completou.

Giselle afirmou que manteve contato com a família por meses antes de embarcar e que o perfil apresentado parecia idôneo durante as conversas prévias.

“A proposta que eles me fizeram era boa. A gente passou meses conversando, eu vendo ali vídeo das crianças, vendo ali que era uma família real. Mandavam foto das crianças estudando, das crianças brincando. E a gente nunca imagina, principalmente a gente que é pai e mãe, a gente nunca imagina que pessoas ruins possam fazer esse tipo de coisa ruim com os filhos presentes”, afirmou.

Após o ocorrido, a brasileira constatou que a documentação de trabalho fornecida era falsa e declarou que pretende acionar o Poder Judiciário para responsabilizar o contratante.

“A intenção dele não era que eu fosse babá dos filhos, eu não vou falar aqui as intenções que eu acredito que ele tivesse, porque tudo isso cabe a um processo judicial, então eu não quero me prejudicar, não quero perder a chance de processá-lo por todas as tudo que for possível processar ele, eu quero processar”, destacou.