Polícia

Mulher é presa suspeita de desviar R$ 43 mil de vales-alimentação em Maceió

Suspeita teria utilizado acesso exclusivo ao sistema da empresa para criar cadastros falsos e desviar benefícios de funcionários

Por Redação 15/07/2026 09h09
Mulher é presa suspeita de desviar R$ 43 mil de vales-alimentação em Maceió
Operação Vale Fantasma cumpriu mandados de prisão e busca e apreensão em Maceió - Foto: Reprodução

Uma mulher de 30 anos foi presa nesta terça-feira (14), em Maceió, suspeita de praticar furto qualificado mediante fraude contra uma empresa do setor industrial localizada no bairro do Clima Bom. De acordo com a Polícia Civil, o esquema teria provocado um prejuízo de aproximadamente R$ 43 mil por meio do desvio de créditos de vale-alimentação destinados a funcionários.

A prisão foi realizada durante a Operação Vale Fantasma, coordenada pela Polícia Civil de Alagoas. Além do mandado de prisão preventiva, os agentes cumpriram uma ordem judicial de busca e apreensão na investigação.


Durante a ação, aparelhos celulares foram recolhidos para análise pericial. O objetivo é extrair informações que possam auxiliar na identificação de novas provas e esclarecer a extensão das irregularidades apuradas.


Segundo as investigações, a suspeita trabalhava como analista de Departamento Pessoal da empresa e era a única responsável pela administração do sistema utilizado para gerenciar os benefícios concedidos aos funcionários.


A polícia afirma que, aproveitando-se do acesso exclusivo à plataforma, ela teria criado cadastros com CPFs falsos associados a nomes de empregados reais. Além disso, teria solicitado segundas vias de cartões pertencentes a ex-funcionários desligados da empresa, direcionando os créditos para uso próprio.


Conforme a apuração, os valores desviados correspondiam aos benefícios de dez trabalhadores. O esquema teria sido mantido por pelo menos oito meses, entre julho de 2025 e janeiro de 2026.


Os investigadores identificaram cerca de 168 transações suspeitas realizadas durante o período. O nome da operação faz referência aos chamados "cadastros fantasmas" inseridos no sistema de benefícios. Em um dos casos, segundo a polícia, foi utilizado até mesmo o CPF de um ex-funcionário já falecido.


Após a prisão, a mulher foi encaminhada à Central de Flagrantes, onde permanece à disposição da Justiça.


A Polícia Civil informou que as investigações continuam para identificar a totalidade das movimentações fraudulentas e verificar a possível participação de outras pessoas no esquema.