Polícia
Suspeito de estuprar e agredir jovem que ficou com sequelas neurológicas é preso em AL
Victor Bruno, o “Vitinho”, era considerado foragido e se entregou à Justiça após operação policial mirar endereços de sua família em Arapiraca
A Polícia Civil de Alagoas confirmou, nesta sexta-feira (10), a prisão de Victor Bruno da Silva Santos, de 18 anos, conhecido como “Vitinho”. Ele é o principal suspeito de estuprar, agredir e tentar matar Maria Daniela Ferreira Alves, de 19 anos. O crime de extrema violência, que chocou o estado, deixou a jovem com graves sequelas neurológicas e totalmente dependente do apoio de familiares.
Considerado foragido, Victor Bruno se apresentou no Fórum de Taquarana após a polícia fechar o cerco contra ele. A prisão ocorreu logo após uma operação que cumpriu mandados de busca e apreensão em residências e comércios da família do jovem, no Centro de Arapiraca. O suspeito passou por audiência de custódia e permanece à disposição do Poder Judiciário.
A informação foi divulgada pelo delegado Leonam Pinheiro nas redes sociais. “Vitinho está preso, acusado de praticar o crime contra Daniela. Vamos continuar acompanhando o caso para que a Justiça seja feita e esse caso não fique impune”, declarou a autoridade policial.
Investigação mira rede de apoio ao suspeito
Durante a ofensiva policial, os agentes realizaram buscas em uma empresa pertencente ao pai do investigado, que é empresário na região do Agreste, localizada nas proximidades do Mercado do Artesanato, em Arapiraca.
A linha de investigação apura se pessoas próximas ao jovem teriam oferecido suporte financeiro e logístico para mantê-lo escondido das autoridades. Detalhes sobre os materiais apreendidos correm sob sigilo para não comprometer os próximos passos do inquérito.
Vítima foi drogada em confraternização
O crime aconteceu no dia 6 de dezembro de 2024, logo após uma confraternização escolar em uma chácara na zona rural de Coité do Nóia. Segundo a denúncia do Ministério Público de Alagoas (MPAL), Maria Daniela foi dopada durante o evento e, na sequência, sofreu estupro, espancamento e tentativa de feminicídio por asfixia.
A brutalidade das agressões deixou a jovem em coma por cinco dias. Exames toxicológicos comprovaram que a vítima tinha no organismo uma combinação de cinco medicamentos de uso controlado com forte efeito sedativo, como Diazepam e Haloperidol, utilizados para zerar sua capacidade de defesa. O processo criminal segue em tramitação na Justiça.

