Polícia
Diarista presa em BH confessou morte de casal e venda de joias por R$ 3,3 mil
Paola Cirino, de 30 anos, é investigada por crime com motivação financeira
A Polícia Civil de Minas Gerais prendeu Paola Stefany Neto Cirino, de 30 anos, suspeita de assassinar o advogado Cláudio Atala Inácio, de 75 anos, e a empresária Maria Clotilde Atala Inácio, de 76, em Belo Horizonte. O casal foi encontrado morto no apartamento onde morava, no bairro São Pedro, no último domingo (29).
Segundo o delegado Felipe Freitas, Paola confessou o crime e admitiu ter roubado joias e celulares das vítimas, que foram vendidos na Praça Sete, na região central da capital, por R$ 3,3 mil. Entre os itens levados estavam relógios, braceletes de ouro e colares. A polícia ainda busca confirmar o valor total dos bens furtados.
Imagens de câmeras de segurança registraram a diarista entrando e saindo do prédio no dia do crime. Ela alegou ter sofrido um “surto psicótico” e disse que não planejava roubo inicialmente, mas decidiu levar os objetos após ver os bens do casal.
As investigações apontam que Paola acumulava dívidas relacionadas a apostas e que familiares chegaram a pagar cerca de R$ 40 mil a um agiota para ajudá-la. A polícia trabalha com a hipótese de que a motivação do crime foi financeira e apura se houve participação de outras pessoas.
Familiares afirmaram que Paola morava em Ribeirão das Neves, na Grande BH, com parentes, e é mãe de um menino de seis anos. A tia disse que sempre a considerou trabalhadora e dedicada ao filho, mas reconheceu que ela enfrentava problemas financeiros.
O primo de Maria Clotilde, que havia indicado Paola para trabalhar na casa, declarou que nunca desconfiou da diarista, descrevendo-a como religiosa e dedicada.
A defesa da suspeita informou que os argumentos serão apresentados no momento oportuno, com base nas provas produzidas durante o processo.


