Polícia
"Macaco, nego e preto": Mulher trans foge de delegacia, quebra iPhone de policial e dispara ataques
Jovem de 19 anos havia sido detida por dirigir sem habilitação após programa sexual; na DP, ela quebrou o celular de um agente e foi autuada por uma extensa lista de crimes
Uma ocorrência que começou com uma infração de trânsito terminou em um quebra-quebra generalizado e crimes graves na noite da última segunda-feira (29). Uma mulher trans de 19 anos foi presa em flagrante na 21ª Delegacia de Polícia (Taguatinga Sul), no Distrito Federal, após quebrar o iPhone de um agente, fugir da delegacia e disparar ofensas racistas contra os policiais.
A jovem foi autuada por uma extensa lista de crimes, incluindo injúria racial, furto e dano ao patrimônio público.
Do programa sexual à delegacia
A confusão começou quando a Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF) interceptou a jovem dirigindo um carro sem habilitação. O dono do veículo explicou aos policiais que havia contratado um programa sexual com a jovem e que ela tinha saído com o automóvel sem a sua autorização. Apesar do susto, o homem preferiu não registrar queixa pelo furto do veículo e foi liberado.
No entanto, a jovem precisou ser conduzida à delegacia devido à falta de habilitação. Foi aí que a situação saiu completamente do controle.
Fuga, quebra-quebra e racismo
Enquanto aguardava os procedimentos na DP, a suspeita começou a se comportar de forma extremamente alterada. Ela derrubou um banco na área de atendimento e passou a desacatar os agentes. No momento em que um policial civil começou a gravar a situação para registrar o desacato, ela avançou, tomou o celular da mão dele — um iPhone avaliado em R$ 12 mil —, destruiu o aparelho e fugiu correndo da delegacia.
Policiais civis e militares montaram um cerco rápido e conseguiram capturá-la nas proximidades. Durante a recondução para a cela, revoltada, ela passou a atacar diretamente um dos policiais civis com termos racistas, chamando o agente de "macaco", "nego" e "preto".
Ficha criminal cheia
Após ser contida e algemada, a jovem permaneceu presa e teve o flagrante lavrado. A Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) confirmou que ela responderá por:
Injúria racial
Furto (pelo celular tomado do agente)
Dano e dano a bem público
Desacato e desobediência
Resistência e perturbação do trabalho
