Polícia
'Teve sorte', disse lutador de jiu-jítsu a PM antes de ser levado por desacato em AL
Homem embriagado resistiu à abordagem, insultou os policiais e chegou a dizer que quase aplicou um golpe num dos agentes
Uma denúncia de violência doméstica no bairro Bom Sucesso, em Arapiraca, terminou com um homem sendo conduzido à delegacia depois de resistir à abordagem e desacatar os policiais militares que foram até o local, no domingo (21).
A ocorrência começou quando o Centro de Operações da PM (Copom) acionou a guarnição do 3º Batalhão para atender um chamado na Rua Flávia Lúcio. A mãe dos dois homens envolvidos contou aos militares que os filhos estavam embriagados, agressivos e causando tumulto dentro de casa. Ela disse que os irmãos vinham fazendo ameaças e autorizou a entrada da equipe na residência.
Dentro do imóvel, os policiais encontraram os dois homens em um dos quartos, claramente alcoolizados — havia forte odor de bebida no ambiente, com garrafas espalhadas pelo cômodo.
Na hora de levar os irmãos para a delegacia, um deles se recusou a colaborar. Segundo o registro policial, ele se agarrou aos móveis do quarto e tentou resistir à retirada, mesmo depois de várias tentativas de negociação. Os policiais precisaram usar força proporcional e algemas para conter o homem.
Já no caminho para a Central de Polícia de Arapiraca, ele continuou hostil. Chamou os agentes de “pau no **” e, em seguida, afirmou ser lutador de jiu-jítsu. Foi nesse momento que disse a frase que resume bem o tom da ocorrência: que o policial “teve sorte”, porque ele não tinha conseguido “laçar as pernas no pescoço dele” durante a abordagem.
O irmão também chegou a avançar contra um dos policiais, mas foi contido sem necessidade de medidas mais duras e, depois de uma nova conversa, passou a cooperar.
Na delegacia, a mãe foi ouvida pelo delegado de plantão, que concluiu que não havia elementos suficientes para caracterizar o crime de ameaça relacionado à denúncia original — já que a intimidação relatada teria acontecido em um momento anterior. Mas a resistência à ação policial e as ofensas contra os agentes foram suficientes para a lavratura de um Termo Circunstanciado de Ocorrência (TCO) por resistência e desacato.


