Polícia
Assassino que enforcou ex-mulher tentou se matar na mesma forca, mas corda partiu
Silvânia Maria foi morta após ser agredida com paulada por não aceitar reatar relação de 20 anos; suspeito fugiu ensanguentado em moto e está foragido
Um crime com requintes de crueldade e obsessão chocou a população de Arapiraca. O principal suspeito de assassinar Silvânia Maria da Silva, de 36 anos, tentou se enforcar ao lado do corpo da vítima logo após cometer o feminicídio, mas sobreviveu porque a corda se rompeu. Detalhes assustadores do caso foram revelados pelo delegado Douglas Rocha na manhã desta sexta-feira (19).
Silvânia e o agressor foram casados por duas décadas, mas a mulher decidiu colocar um ponto final na união em março deste ano. Inconformado com o término, o homem viajou para São Paulo a trabalho e retornou recentemente ao município alagoano com a desculpa de tentar reatar a relação, sendo rejeitado e bloqueado pela ex nas redes sociais.
Segundo as investigações da Polícia Civil, o criminoso foi até a residência da vítima, no bairro Massaranduba, armado com um pedaço de madeira. Ele desferiu uma forte paulada na cabeça de Silvânia e, com a mulher já desacordada e indefesa no chão, utilizou uma corda para estrangulá-la até a morte.
Logo após o assassinato, o homem arrastou o corpo da ex-esposa até um dos quartos e o cobriu com um lençol. Em seguida, ele amarrou a mesma corda para tentar tirar a própria vida ali mesmo, ao lado da vítima. Em relato feito a um amigo, ele confessou que só não morreu porque a corda arrebentou, embora a polícia não descarte que tenha faltado coragem.
Câmeras de segurança da região flagraram o momento exato em que o assassino foge do local do crime. Ele montou em uma motocicleta e arrancou em alta velocidade, vestindo roupas visivelmente sujas de sangue. O homem agora é considerado oficialmente foragido da Justiça.
As imagens do circuito de monitoramento já foram recolhidas e serão anexadas ao inquérito policial para robustecer o pedido de prisão preventiva. As autoridades pedem que qualquer pista sobre o paradeiro do feminicida seja denunciada anonimamente por meio do Disque Denúncia 181.


