Polícia

Conclusão do inquérito esclarece morte de policiais em Delmiro

As quebras de sigilos telefônicos e telemáticos realizadas durante a investigação não identificaram elementos indicativos de premeditação

Por Ascom PC-AL com Redação 17/06/2026 13h01 - Atualizado em 17/06/2026 14h02
Conclusão do inquérito esclarece morte de policiais em Delmiro
Policiais Yago Gomes e Denivaldo Jardel, mortos em Delmiro Gouveia - Foto: Reprodução

Durante a coletiva de imprensa, concedida pela Polícia Civil de Alagoas (PC-AL), nesta terça-feira (17), foi relatada a conclusão do caso envolvendo a morte de dois policiais, Yago Gomes e Denivaldo Jardel, que foram baleados pelo colega de farda, Gildate Goes. O crime aconteceu na madrugada do dia 20 de maio de 2026, em Delmiro Gouveia, Sertão de Alagoas.

Segundo a investigação, ao se aproximarem do local do crime, Gildate Góe teria efetuado um disparo contra a nuca de Denivaldo. Yago ainda teria tentado se defender utilizando as mãos, mas também foi atingido na região da têmpora. Ambos vieram a óbito em decorrência dos ferimentos.

A comissão responsável pelo trabalho foi formada pelos delegados Sidney Walston, Flávio Dutra e  Leandro Martins. O veredito apontou que Gildate Góe foi o autor dos homicídios, indiciado pela prática de homicídio qualificado pela impossibilidade de defesa das vítimas.

As quebras de sigilos telefônicos e telemáticos realizadas durante a investigação não identificaram elementos indicativos de premeditação, levando a comissão a concluir que o fato decorreu de uma situação momentânea ocorrida no interior do veículo, sem evidências de motivação prévia para o crime.

As provas técnicas produzidas ao longo da investigação foram consideradas compatíveis com a dinâmica apurada pela comissão, corroborando a autoria atribuída ao indiciado.

A comissão de delegados também representou pela prorrogação da prisão preventiva do investigado durante a tramitação do processo criminal, visando garantir a aplicação da lei penal e a regular instrução processual. Com a conclusão dos trabalhos, o procedimento foi remetido ao Poder Judiciário e ao Ministério Público para as providências cabíveis.