Polícia

Morte de funkeiro em cemitério clandestino envolve produtora musical

Cantor de 25 anos teria recebido ameaças após recusar contrato com outra produtora, segundo investigação.

Por Redação 29/05/2026 11h11
Morte de funkeiro em cemitério clandestino envolve produtora musical
MC GG iniciou carreira no funk há cerca de três anos e buscava ampliar espaço na música. - Foto: Reprodução

O cantor de funk Jonas Barros de Oliveira, conhecido artisticamente como MC GG ou Gigante, foi encontrado morto em um cemitério clandestino na região de Heliópolis, zona sul de São Paulo. O caso é investigado pela polícia, que apura possíveis ligações entre o crime e disputas envolvendo produtoras musicais.

Segundo informações divulgadas pela investigação, o artista tinha 25 anos e havia iniciado a carreira musical há cerca de três anos. Em busca de maior projeção no cenário do funk, MC GG produziu dois videoclipes com a Damassaclan há aproximadamente quatro meses, embora não tivesse contrato formal com a empresa.


De acordo com apuração do portal Metrópoles, uma das linhas investigativas aponta que o funkeiro teria recebido ameaças de morte após se recusar a assinar contrato com outra produtora musical.


A polícia trabalha com a hipótese de que a morte do cantor possa ter relação com o chamado “tribunal do crime”, termo utilizado para se referir a execuções atribuídas ao crime organizado.


A produtora Damassaclan também passou a ser investigada no caso, além de aparecer relacionada a outras duas mortes identificadas no mesmo cemitério clandestino: as de Werlen Moitinho Vieira e Francisco Rubens Souza Cruz.


Segundo as investigações, Werlen e Rubens mantinham vínculos profissionais com a produtora, que atua nos segmentos do rap e do funk em São Paulo.


Até o momento, a polícia não divulgou detalhes sobre suspeitos presos ou possíveis motivações confirmadas para o crime. O caso segue sob investigação.