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Polícia pede quebra de sigilo de agente preso por homicídio de colegas

Delegado responsável pelo caso pediu ampliação da perícia no aparelho celular e autorização para acessar conteúdos armazenados em aplicações de internet.

Por Redação 26/05/2026 14h02 - Atualizado em 26/05/2026 14h02
Polícia pede quebra de sigilo de agente preso por homicídio de colegas
O crime aconteceu dentro de uma viatura descaracterizada, em Delmiro Gouveia, no Sertão de Alagoas. - Foto: Reprodução

A Polícia Civil de Alagoas solicitou à Justiçã a quebra do sigilo telemático de Gildate Goes Moraes Sobrinho, preso suspeitto de matar dois colegas de trabalho em Delmito Gouveia. O pedido, encaminhado nessa segunda-feira (25), busca ampliar a perícia no celular do agente investigado pelo duplo homicídio ocorrido na madrugada do último dia 20.

No documento enviado ao Judiciário, o delegado Flávio Dutra de Melo, integrante da comissão responsável pelas investigações, pediu a retificação da decisão anterior que autorizava apenas a análise do aparelho celular de Gildate Goes. Segundo o delegado, a autorização concedida inicialmente seria genérica e insuficiente para garantir o avanço das diligências técnicas necessárias ao caso.

A solicitação prevê autorização para acessar, extrair, analisar e compartilhar os dados encontrados no dispositivo apreendido. Com isso, a polícia pretende ampliar o alcance da perícia já autorizada, permitindo o uso institucional das informações coletadas durante a investigação.

O delegado também pediu o afastamento do sigilo telemático das aplicações de internet instaladas no celular. Caso a Justiça aceite o pedido, os investigadores poderão acessar conteúdos armazenados em nuvem vinculados ao aparelho.

Outro ponto incluído na solicitação trata da possibilidade de desmontagem do celular e acesso direto ao circuito integrado do dispositivo. A medida poderá ser adotada se os métodos tradicionais de extração de dados não forem suficientes para recuperar as informações consideradas relevantes para o inquérito.

A Justiça de Alagoas estabeleceu prazo de cinco dias para que o Ministério Público de Alagoas (MP-AL) se manifeste sobre os pedidos apresentados pela Polícia Civil.

Relembre o caso:


Gildate Goes Moraes Sobrinho foi preso suspeito de matar os agentes Denivaldo Jardel Lira Moraes e Yago Gomes Pereira dentro de uma viatura descaracterizada da Polícia Civil, em Delmiro Gouveia, no Sertão alagoano.

Yago Gomes Pereira tinha 33 anos e era natural de Aracaju, em Sergipe, já Denilvado Jardel Lira Moraes, de 47 anos, nasceu em Sertânia, Pernambuco. Os dois atuavam na 1ª Delegacia Regional do município.

Em depoimento prestado após o crime, o suspeito afirmou que havia ingerido bebidas alcoólicas junto aos colegas horas antes do duplo homicídio.