Polícia
Alagoas registra queda de homicídios no primeiro quadrimestre de 2026
Foram contabilizados 289 casos de Crimes Violentos Letais Intencionais (CVLI), o que representa uma redução de 64,6% em comparação com o mesmo período de 2012
O estado de Alagoas alcançou, entre janeiro e abril de 2026, o menor índice de homicídios já registrado para um primeiro quadrimestre desde o início da série histórica. Segundo dados do Núcleo de Estatística e Análise Criminal (Neac) da Secretaria de Estado da Segurança Pública (SSP), foram contabilizados 289 casos de Crimes Violentos Letais Intencionais (CVLI), o que representa uma redução de 64,6% em comparação com o mesmo período de 2012, quando foram registrados 817 homicídios.
Os números reforçam uma trajetória de queda sustentada nos últimos anos. Em 2025, Alagoas já havia atingido um marco histórico ao registrar, pela primeira vez desde o início da série, menos de mil homicídios em um ano: foram 948 CVLIs, redução de 7,87% em relação a 2024, quando houve 1.029 casos. Em comparação a 2012, a diminuição chega a 56,6%, e a 57,8% em relação a 2013, ano mais violento da série.
No quadrimestre de 2026, a tendência de queda permanece. Em relação ao mesmo período de 2025, quando houve 349 CVLIs, a redução foi de 17,2%. Já na comparação com o primeiro quadrimestre de 2013, que somou 761 ocorrências, a queda atinge 62%. Os CVLIs englobam homicídios dolosos, feminicídios, lesão corporal seguida de morte e latrocínios.
O governador Paulo Dantas destacou a consistência dos resultados e projetou a continuidade da tendência positiva. “Os dados do quadrimestre mostram que estamos no caminho certo. As informações preliminares indicam que o mês de maio está se encaminhando para ser mais um recorde de redução de homicídios, que deve ficar aproximadamente 20%. Isso é resultado de um trabalho integrado, planejado e baseado em inteligência”, afirmou.
Abril registra menor índice mensal da história
O mês de abril de 2026 também estabeleceu um recorde histórico individual: foram registrados 65 CVLIs, contra 199 em abril de 2012, uma redução de 67,3%. Em relação a abril de 2025, quando houve 83 registros, a queda foi de 21,7%.
Para o secretário da Segurança Pública, Flávio Saraiva, os dados demonstram consistência na redução ao longo da série histórica e permitem acompanhar, com base empírica, o comportamento da violência letal no estado. “Os dados mostram uma redução sustentada ao longo dos anos, com recuo relevante tanto na comparação histórica quanto no curto prazo. Esse acompanhamento permite ajustar o emprego do efetivo, priorizar áreas críticas e orientar as operações com base em evidências”, ressaltou Saraiva.
Maceió e Arapiraca apresentam quedas expressivas
Em Maceió, capital do estado, foram registrados 107 CVLIs entre janeiro e abril de 2026, contra 316 no mesmo período de 2012, uma queda de 66,1%. Em relação a 2025, quando foram contabilizados 115 casos, a redução foi de 7%.
O mês de abril marcou novo recorde para a capital: 25 CVLIs, o menor número já registrado para o mês na série. O resultado representa uma queda de 68,75% em relação a abril de 2012 (80 ocorrências) e de 21,9% na comparação com abril de 2025 (32 casos).
Em Arapiraca, o acumulado de janeiro a abril chegou a 20 CVLIs, ante 65 em 2013, maior marca histórica da cidade para o período, o que equivale a uma redução de 69,2%. Na comparação com 2025, que registrou 22 ocorrências, a queda foi de 9,1%. No mês de abril, a cidade registrou 5 CVLIs, um caso a mais do que os quatro contabilizados em abril do ano anterior.
Feminicídios em queda
Abril de 2026 encerrou sem registros de feminicídio em Alagoas, evidenciando a trajetória de redução da violência contra a mulher no estado.
De acordo com o secretário Flávio Saraiva, as ações voltadas à proteção das mulheres seguem em expansão, com ampliação da capacidade de atendimento e integração dos serviços especializados. “A ausência de registros no mês não altera a necessidade de manutenção das políticas específicas. O foco permanece na prevenção, no acompanhamento das vítimas e na resposta rápida às ocorrências, com atuação integrada da rede de proteção”, destacou.


