Polícia

Viatura onde policiais civis foram mortos passa por perícia no Sertão de Alagoas

Peritos analisam vestígios de sangue e marcas de tiros para entender a dinâmica do crime ocorrido em Delmiro Gouveia; o suspeito, também policial, alega amnésia

Por Redação 20/05/2026 12h12
Viatura onde policiais civis foram mortos passa por perícia no Sertão de Alagoas
Veículo onde policiais civis foram mortos passa por perícia no Sertão de AL - Foto: Reprodução

A Polícia Científica de Alagoas realiza os exames periciais na viatura descaracterizada onde os policiais civis Yago Gomes e Denivaldo Jardel foram assassinados na noite desta terça-feira (19). Imagens obtidas pelas autoridades e que circulam na região mostram os trabalhos iniciais de levantamento de vestígios, evidenciando marcas de sangue concentradas no lado do condutor do automóvel. A análise técnica do veículo é considerada fundamental para que os investigadores compreendam a dinâmica exata dos disparos.

O crime ocorreu no momento em que os três agentes retornavam de uma diligência policial na qual haviam cumprido um mandado judicial. De acordo com os levantamentos preliminares, o acusado dos disparos, que também é policial civil e costumava dirigir a viatura, solicitou a troca de assento com uma das vítimas pouco antes do ocorrido, alegando mal-estar. Relatos colhidos pela investigação apontam que os três integrantes do grupo teriam consumido bebida alcoólica após o encerramento do serviço.

O suspeito foi preso em flagrante no próprio município de Delmiro Gouveia logo após o atentado. Em seus primeiros depoimentos à polícia, o agente afirmou não se recordar de nenhuma das ações que culminaram na morte dos companheiros de farda. Por outro lado, familiares das vítimas contestam a versão e cobram rigor na apuração. Um tio de Yago Gomes, após realizar a liberação do corpo no Instituto Médico Legal, relatou que o sobrinho apresentava uma perfuração na região da têmpora, o que, segundo ele, caracteriza uma execução sumária.

O delegado-geral adjunto da Polícia Civil de Alagoas, Eduardo Mero, acompanhou pessoalmente o início dos trabalhos periciais no Sertão para coordenar o suporte institucional às investigações. Para esclarecer os pontos ainda obscuros do caso e apresentar as primeiras conclusões dos depoimentos e laudos, a direção da Polícia Civil agendou uma entrevista coletiva com a imprensa para a tarde desta quarta-feira (20).