Polícia
Albino admite usar arma do pai e diz que fez “justiça com as próprias mãos”
Durante interrogatório, réu afirmou que identificou vítima pelas redes sociais após assalto ocorrido meses antes do crime.
O réu Albino dos Santos admitiu nesta sexta-feira (15), durante julgamento no Tribunal do Júri, que matou Joseildo após decidir “fazer justiça com as próprias mãos”. Segundo o acusado, a vítima teria roubado seu celular meses antes do crime ocorrido no bairro da Ponta Grossa, em Maceió.
Durante o interrogatório realizado no Fórum da Capital, Albino afirmou que o assalto aconteceu entre cinco e seis meses antes do homicídio. Ele relatou que não registrou boletim de ocorrência na época e que conseguiu identificar o suposto autor do roubo por meio das redes sociais.
Segundo o depoimento, o acusado disse que não conhecia Joseildo nem a esposa dele antes do assalto. Ainda assim, afirmou que resolveu agir sozinho após reconhecer a vítima.
Albino declarou que utilizou uma arma pertencente ao próprio pai no dia do crime e contou ter encontrado Joseildo por acaso na rua antes de efetuar os disparos.
O réu também negou qualquer interesse pela esposa da vítima. A declaração foi dada após questionamentos do Ministério Público sobre imagens encontradas em seu celular. De acordo com o promotor responsável pelo caso, o aparelho continha prints de fotografias da mulher de Joseildo retiradas das redes sociais.
Durante o interrogatório, o Ministério Público destacou as diferentes versões apresentadas pelo acusado ao longo da investigação.
“No inquérito policial ele negou o crime. Num segundo depoimento disse que foi o Arcanjo Miguel. E agora tem uma nova versão”, afirmou o promotor durante a sessão.
O representante do MP também questionou o fato de uma das capturas de tela encontradas no celular ter sido feita no dia 20 de janeiro, cerca de 12 dias após o homicídio. Em resposta, Albino voltou a citar “o Arcanjo Miguel” como responsável pelas imagens.
Joseildo foi morto a tiros em via pública no bairro da Ponta Grossa. Um amigo que estava com ele no momento do atentado conseguiu fugir sem ferimentos.
O julgamento segue em andamento no Fórum da Capital. Albino dos Santos enfrenta o oitavo júri popular e já acumula condenações que ultrapassam 150 anos de prisão por outros homicídios registrados em Maceió.


