Polícia

Gospistas usam nomes de delegados para extorquir vítimas em Maceió

Os criminosos utilizam perfis falsos, documentos forjados e ameaças de prisão para pressionar vítimas a fazer trnasferências bancárias.

Por Redação 12/05/2026 15h03 - Atualizado em 12/05/2026 16h04
Gospistas usam nomes de delegados para extorquir vítimas em Maceió
Os falsos delegados ameaçam de expedir mandados de prisão caso as vítimas não transfiram um valor. - Foto: Reprodução/Polícia Civil

Um golpe aplicado por criminosos que se passam por delegados da Polícia Civil de Santa Catarina tem feito vítimas em Maceío. A fraude começa pelas redes sociais e evolui para ameaças de prisão, envio de documentos falsos e exigência de pagamentos via Pix.

A dinâmica do esquema foi detalhada pelo advogado Lucas Santiago, segundo ele, os golpistas criam perfis falsos nas redes sociais, normalmente utilizando fotos de jovens, para iniciar conversas e conquistar a confiança das vítimas.

Após os primeiros contatos, a conversa migra para aplicativos de mensagens, como o Whatsapp. Com o passar dos dias, os criminosos conseguem reunir infromações pessoais, incluindo nome completo, telefone, endereço e CPF.

“Posteriormente, entra em contato pelo WhatsApp já de posse das informações pessoais, endereços, telefone e CPF”, explicou o advogado.

Na sequência, os suspeitos passam a se apresentar como delegados ou policiais civis e afirmam que a pessoa com quem a vítima conversava seria menor de idade. Segundo o golpe, familiares teriam registrado denúncia por suposto aliciamento de menores.

Em mensagens obtidas pela imprensa, os criminosos utilizam tom agressivo e intimidador. Em um dos trechos, o falso delegado afirma: “BOM DIA CIDADÃ! AQUI É O DELEGADO MARCOS VINICIUS DO ‘DECA’ DEPARTAMENTO DA CRIANÇA E DO ADOLESCENTE. ESTOU COM O PAI E A MÃE DO MENOR RAFAEL SANTOS AQUI NA MINHA DELEGACIA E ESTÃO LHE DENUNCIANDO POR PEDOFILIA INFANTIL”.

Os golpistas também alegam que o celular do suposto adolescente teria passado por perícia e ameaçaram expedir falsos mandados de prisão caso a vítima bloqueie o contato ou deixe de responder as mensagens.

“CASO A SR.A TENTAR FUGIR OU BLOQUEAR ESTAREMOS EXPEDINDO SEU MANDATO DE PRISÃO PREVENTIVA”.

Além dos textos, os criminosos enviam áudios, vídeos e imagens de supostos sistemas policiais para tornar a fraude mais convincente. Segundo Lucas Santiago, o objetivo é provocar medo e pressão psicológica para forçar transerências bancárias.

“A vítima se sente coagida e acaba fazendo transferências financeiras para evitar um suposto mandado de prisão”, explicou Lucas Santiago.

A polícia Civil reforça que delegados não realizam cobranças financeiras por telefone nem exigem pagamentos para impedir prisões. “Não é assim que funciona. Deve haver investigação criminal e análise das circunstâncias pela autoridade policial”. A orientação é desconfiar de contatos suspeitos, evitar compartilhar dados pessoais e nunca realizar transferências sob ameaça.

Em casos de tentativa de golpe, a recomendação é interromper imediatamente o contato e não atender novas ligações, além de registrar boletim de ocorrência junto às autoridades policiais.