Polícia
'Preto Boiadeiro' e comparsa são condenados a mais de 90 anos de prisão
Acusados já haviam sido condenados em 2019, no entanto a decisão foi anulada após participação de uma estagiária da corte comprometer processo
A Justiça de Alagoas condenou os réus José Anselmo Cavalcanti de Melo, conhecido como “Preto Boiadeiro”, e Thiago Ferreira dos Santos, o “Pé de Ferro”, a 91 anos de prisão.
Os acusados já haviam sido condenados em 2019 a 58 anos e quatro meses. No entanto, a decisão foi anulada após a identificação de que a participação de uma estagiária da corte no júri comprometeu a imparcialidade do processo. Outros dois acusados de envolvimento no atentado faleceram antes do novo julgamento.
Os réus são acusados de matar o sargento da Polícia Militar de Alagoas, Edivaldo Joaquim de Matos, conhecido como RR, e Samuel Theomar Bezerra Cavalcante. O crime ocorreu em 2006, no município de Batalha, em Alagoas.
Preto Boiadeiro recebeu pena de 32 anos e três meses de reclusão, enquanto Thiago Ferreira foi condenado a 58 anos e quatro meses.
De acordo com a Justiça, no caso de Preto Boiadeiro, a materialidade e a autoria foram reconhecidas, e o conselho de sentença considerou a qualificadora de motivo torpe, rejeitando a de recurso que dificultou a defesa da vítima. Ele foi absolvido do crime contra Samuel Theomar Bezerra Cavalcante Júnior e condenado pelo crime contra Theobaldo Cavalcante Lins Neto.
Já Thiago Ferreira foi condenado pelos crimes contra Edivaldo Joaquim de Matos, Samuel Theomar e Theobaldo Cavalcante Lins Neto.
“O Ministério Público mais uma vez cumpriu o seu papel. O júri tratou de três crimes cometidos há praticamente 20 anos e já havia a expectativa de nova condenação, visto que o primeiro julgamento foi anulado. Agora, o caso encontra-se novamente julgado, e espera-se que traga a sensação de justiça à sociedade, que não mais aguenta a impunidade de crimes bárbaros como estes”, afirmou o promotor de Justiça Thiago Riff.


