Polícia

Familiares de italiano morto por PM na Praia do Francês cobram julgamento; veja

Fábio Campagnola foi assassinado a tiros em frente à própria sorveria em janeiro de 2023; acusado responde ao processo em liberdade

Por Redação com TNH1 23/04/2026 10h10
Familiares de italiano morto por PM na Praia do Francês cobram julgamento; veja
Familiares de italiano morto por PM na Praia do Francês cobram julgamento - Foto: Reprodução

Ana Lúcia Bila perdeu o marido há três anos. Desde então, espera uma data para o júri. "É importante para encerrar o caso e para que ele possa realmente pagar pelo crime", disse a viúva do empresário italiano Fábio Campagnola, morto a tiros na Praia do Francês, em Marechal Deodoro, em janeiro de 2023.

O acusado é o policial militar da reserva José Pereira da Costa, que responde ao processo em liberdade. Ele é apontado como o responsável pela morte de Fábio após uma discussão pela instalação de um carro de churros em frente à sorveria da família, negócio que o italiano construiu na praia onde vivia com a esposa brasileira e o filho, que tinha 9 anos à época do crime.

O processo percorreu um longo caminho. Chegou ao Superior Tribunal de Justiça, em Brasília, e retornou. Agora está no Tribunal de Justiça de Alagoas, aguardando envio à Comarca de Marechal Deodoro para que a juíza possa marcar a data do júri. "O que falta é esse processo chegar até a Comarca, pois ele já voltou de Brasília e está no TJ-AL. Ele tem que chegar aqui para que a juíza possa marcar a data do júri", explicou o advogado Marcelo Ferreira.

A Justiça confirmou que o processo retornou à vara no último dia 13 e está "na fase de providências preliminares ao julgamento no Tribunal do Júri".

Dário Campagnola, filho mais velho do empresário, veio da Itália para acompanhar o caso. "Se eu pudesse falar novamente com ele, diria a mesma coisa que disse no enterro: que o caso não ficaria impune", afirmou.

A família ainda aguarda a resolução de outro impasse. Fábio havia deixado registrado o desejo de ser cremado após a morte. O pedido de exumação foi feito, mas esbarra na legislação: em mortes violentas com processo criminal em andamento, a exumação fica condicionada ao trâmite judicial. Segundo a advogada Jessyca Belo, o Ministério Público de Alagoas solicitou informações ao IML sobre o caso, mas ainda não obteve resposta.