Polícia
MPF cobra ações contra ocupação irregular na orla de Maceió
Reunião com sociedade civil aponta falhas na fiscalização e danos ambientais na faixa costeira
O Ministério Público Federal promoveu, na terça-feira (17), uma reunião com representantes da sociedade civil para discutir problemas de ordenamento e gestão da orla de Maceió. Coordenada pela procuradora da República Niedja Kaspary, a iniciativa buscou identificar soluções para ocupação irregular, atividades econômicas desorganizadas e proteção ambiental.
Participaram ambulantes, prestadores de serviços da orla, condutores de motos aquáticas, artesãos, pescadores e integrantes do Comitê Gestor do Plano de Gestão Integrada da Orla (PGI).
Entre os principais problemas apontados estão o aumento de ambulantes na faixa de areia, a presença de cadeiras e guarda-sóis que dificultam o acesso à praia e falhas na atualização de cadastros de permissionários. Também foram relatadas dificuldades na fiscalização de atividades como aluguel de bicicletas, patinetes e jet skis.
No campo ambiental, os participantes destacaram impactos provocados por grandes embarcações turísticas, incluindo descarte de lixo, danos a recifes de corais, perturbação da fauna marinha e escoamento inadequado de efluentes. Questões de infraestrutura, como acessos precários, presença de escombros e manejo inadequado do sargaço, também entraram na pauta.
Durante o encontro, foi cobrado o envio do Plano Diretor pelo Executivo à Câmara de Vereadores, considerado essencial para viabilizar as ações previstas no PGI. Também foram discutidas medidas para organizar atividades econômicas e capacitar trabalhadores da orla.
O MPF informou que as demandas serão analisadas e encaminhadas aos órgãos competentes, podendo resultar na apuração de omissões administrativas ou em providências relacionadas a interesses da União.
*Com informações da Assessoria


