Polícia

Investigação apura mortes ligadas a seguros milionários em Coruripe

Autoridades analisam contratos e possíveis fraudes em apólices

Por Redação 27/02/2026 16h04
Investigação apura mortes ligadas a seguros milionários em Coruripe
Investigação apura mortes ligadas a seguros milionários em Coruripe - Foto: Reprodução / TV Pajuçara

A morte de Jorge dos Santos, trabalhador de 54 anos, ocorrida em Coruripe no fim de 2024, segue sob investigação da Polícia Civil e da Polícia Federal. O caso integra a operação “Contrato Final”, que apura fraudes em seguros de vida e empresas de fachada.

Segundo entrevista concedida à TV Pajuçara por um parente de Jorge, o trabalhador não sabia ler nem escrever e teria contratado um seguro de vida no valor de R$ 1 milhão meses antes de morrer por suposta picada de cobra. O beneficiário da apólice era o patrão dele, que foi preso preventivamente.

A família disse desconhecer a existência do seguro e considerou estranho que o empregador fosse indicado como beneficiário. Jorge havia aprendido apenas a assinar o próprio nome, com ajuda do patrão, e tirou documento de identificação em agosto, no mesmo período em que o contrato foi firmado.

Outro caso semelhante também é investigado: Ronaldo dos Santos, colega de Jorge, morreu em 2025 em circunstâncias suspeitas de afogamento, após contratar seguro de vida pouco antes do fim do período de carência. Ambos os nomes aparecem ligados a empresas de fachada utilizadas em esquema de fraude contra a Caixa Econômica Federal.

De acordo com a polícia, o empresário preso teria aberto empresas em nome de laranjas, contando com apoio de um gerente da Caixa para contratar empréstimos sem pagamento. Além dele, outros suspeitos foram indiciados por organização criminosa, fraude documental e crimes contra instituição financeira.

As investigações continuam para esclarecer as mortes e identificar todos os envolvidos no esquema.