Polícia

Canetas emagrecedoras ilegais são interceptadas em Capela após venda por rede social

Medicamentos contrabandeados foram comprados pela internet e apreendidos antes da entrega no interior de Alagoas

Por Esther Barros 10/02/2026 12h12
Canetas emagrecedoras ilegais são interceptadas em Capela após venda por rede social
Material apreendido - Foto: Assessoria

Medicamentos para emagrecimento vendidos de forma irregular pela internet foram apreendidos pela Polícia Civil de Alagoas no município de Capela, no interior do estado.

Os produtos, conhecidos como “canetas emagrecedoras”, estavam sendo comercializados sem autorização legal por meio de anúncios publicados em redes sociais.

De acordo com as investigações, três mulheres, com idades entre 36 e 45 anos, adquiriram os medicamentos após visualizarem a oferta feita por uma enfermeira residente no estado de Goiás. A compra ocorreu de maneira totalmente online, sem prescrição médica ou controle sanitário.

A apreensão foi resultado de uma ação integrada entre as Polícias Civis de Alagoas e de Goiás, que compartilharam informações sobre o esquema de envio dos produtos. 

Com o apoio da área de segurança dos Correios, as encomendas foram localizadas e interceptadas antes de chegarem ao destino final em Capela.

A operação foi conduzida por agentes do 103º Distrito Policial do município, sob coordenação do delegado Rodrigo Sarmento. As apurações indicaram que a suspeita utilizava o serviço postal para distribuir os medicamentos, cuja venda é restrita e depende de autorização dos órgãos reguladores.

A enfermeira foi presa em Goiás após denúncia anônima que levou ao monitoramento de suas atividades. O caso foi enquadrado como crime contra a saúde pública, cuja pena pode variar de 10 a 15 anos de reclusão.

Em relação às compradoras em Alagoas, a polícia constatou que os medicamentos seriam destinados ao uso pessoal. Por isso, foram lavrados três Termos Circunstanciados de Ocorrência (TCOs) por receptação culposa, infração que prevê pena de um mês a um ano de detenção.

A Polícia Civil voltou a alertar a população sobre os riscos da compra de medicamentos pela internet, especialmente aqueles anunciados em redes sociais, sem receita médica ou autorização legal, destacando os perigos à saúde e as consequências legais desse tipo de prática.