Polícia

Com ajuda do MPAL, maior traficante de aves silvestres do país é preso

Atuação conjunta com Ministério Público da Bahia resultou na condenação do homem a 18 anos de prisão

Por Redação com assessoria* 26/01/2026 18h06
Com ajuda do MPAL, maior traficante de aves silvestres do país é preso
Espécies de aves chegavam a ser vendidas por R$ 80 mil - Foto: Reprodução / MPAL

A Operação Fauna Protegida, realizada em conjunto entre o Ministério Público de Alagoas e o Ministério Público da Bahia, resultou na captura e condenação do maior traficante de aves silvestres do país. As informações foram confirmadas pelo MPAL.

Weber Sena Oliveira, conhecido como “Paulista”, foi acusado de organização criminosa, tráfico de animais silvestres, maus-tratos com resultado em morte, lavagem de dinheiro e receptação qualificada.

Além dele, a Justiça da Bahia condenou Ivonice Silva e Silva, companheira de “Paulista” e apontada como operadora financeira; Uallace Batista Santos, Josevaldo Moreira Almeida, Ademar de Jesus Viana, Messias Bispo dos Santos e Gilmar José dos Santos, todos apontados pelo MPAL e MPBA como integrantes da Organização Criminosa.

“O nosso foco da investigação teve como alvo o Weber Sena de Oliveira, mais conhecido como Paulista, que era responsável pela organização e captura de animais silvestres em grandes quantidades. Ele mantinha-os em cativeiro e fazia o seu transporte, além de praticar a operacionalização da lavagem dos capitais envolvidos no comércio ilícito do tráfico de animais”, detalhou o promotor de Justiça Kleber Valadares, coordenador do Núcleo de Meio Ambiente do MPAL.

Conforme as investigações dos MPs, apenas em seis meses, de fevereiro a agosto de 2023, foram movimentados quase R$ 500 mil nas contas de Ivonice Silva e Silva, companheira de ‘Paulista’ e também condenada. Apontada como a operadora financeira da organização criminosa, era responsável por receber os depósitos pela entrega das “encomendas”, que chegavam a conter mais de mil pássaros de uma só vez, e de realizar os pagamentos aos fornecedores do sudeste e norte da Bahia e nordeste de Minas Gerais.

Algumas espécies de aves chegavam a ser vendidas por R$ 80 mil. Segundo os promotores de Justiça Kleber Valadares e Aline Salvador, respectivamente do Núcleo de Defesa do Meio Ambiente do MPAL e da Promotoria de Justiça Regional do Meio Ambiente do MPBA, dados da Rede Nacional de Combate ao Tráfico de Animais Silvestres (Renctas) indicam que 90% dos bichos capturados não sobrevivem durante o transporte, morrendo por maus-tratos, estresse ou condições precárias.