Polícia

Furto de joias na Ponta Verde é investigado como possível crime durante reforma em apartamento

Polícia apura acesso autorizado ao imóvel; peças avaliadas em R$ 2 milhões estavam guardadas em cofre

Por Redação 17/01/2026 08h08
Furto de joias na Ponta Verde é investigado como possível crime durante reforma em apartamento
Joia furtada de apartamento de médica na Ponta Verde, em Maceió - Foto: Reprodução

A Polícia Civil de Alagoas investiga o furto de joias avaliadas em aproximadamente R$ 2 milhões ocorrido em um apartamento localizado na Rua Professora Higia Vasconcelos, no bairro da Ponta Verde, em Maceió. A proprietária, uma médica, acredita que o desaparecimento das peças tenha ocorrido durante uma reforma realizada no imóvel.

Segundo a investigação, não há sinais de arrombamento, o que levou os investigadores a trabalharem com a hipótese de que o autor do furto teve acesso autorizado ao apartamento. Para a polícia, a forma como as joias foram retiradas não se enquadra no padrão de invasões residenciais.

A reforma ocorreu em outubro de 2025 e envolveu a circulação de diversos profissionais no local. A médica informou que, nesse período, houve intensa movimentação no apartamento, o que pode ter facilitado o acesso às peças.

O delegado José Carlos explicou que as joias estavam armazenadas em pequenas caixas dentro de um cofre, que normalmente permanecia fechado. No entanto, durante intervenções na parte elétrica, o equipamento precisou ficar aberto por um período, circunstância considerada relevante para a apuração.

Outro ponto observado pela polícia é que, ao perceber o furto, a vítima notou que as caixas dentro do cofre estavam organizadas. Para os investigadores, o detalhe indica que quem retirou as joias tinha familiaridade com a rotina do imóvel.

Além do prejuízo financeiro, a médica destacou o valor afetivo das peças, que pertencem à família. Ela afirmou que pretende oferecer recompensa a quem apresentar informações que levem à identificação do responsável ou à recuperação dos bens.

Em depoimento, a vítima relatou o impacto do crime em sua rotina. “Além do prejuízo financeiro, desde o ocorrido convivo com a angústia de não saber quem, entre as pessoas que trabalham ou trabalharam na casa, pode estar envolvida no furto. Não demiti nem acusei ninguém para não prejudicar inocentes em detrimento de um ou mais culpados, mas, claro, não me sentirei tranquila enquanto não souber o que aconteceu dentro da minha casa, onde vivo com meu filho, que é uma criança”, declarou.

As investigações seguem em andamento. Informações podem ser repassadas de forma anônima à Polícia Civil pelo Disque Denúncia 181 ou pelo site disquedenuncia.seguranca.al.gov.br.